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Por: MpvM | 22 Fevereiro 2018

transfiguração nos introduz na experiência da ressurreição. Tomamos conhecimento de quem é Jesus, o que significa conhecer Jesus, descobrir o significado de sua vida, de sua missão. Tomamos conhecimento através de uma relação dialogal, através de uma relação de intimidade em que conseguimos captar o significado bíblico do verbo conhecer: entrar nessa relação de profundidade, de troca, de uma experiência no nível mais profundo da nossa vida, uma relação de intimidade com o próprio Deus. É fazer uma experiência de ser configurado/a nessa presença que nos liberta, que nos introduz a novos desafios.

A reflexão é da teóloga Maria Helena Morra, religiosa do Instituto Sagrado Coração de Maria. Ela é mestre em teologia pelo Centro de Estudos Superiores da Companhia de Jesus - CES, atualmente denominado Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia - FAJE, de Belo Horizonte/MG, e doutorado em Educação pela Pontifícia Universidade Católica - PUC-Minas. Atualmente é professora na PUC-Minas e membro da “Rede Um Grito pela Vida”.

Referências bíblicas
1ª Leitura – Gen 22,1-2.9a.10-13.15-18
Salmo 115 (116)
Leitura II – Rom 8,31b-34
Evangelho – Mc 9,2-10

Neste segundo domingo da quaresma, a liturgia nos propõe como escuta da palavra o Evangelho de Marcos 9, 2-10. Neste texto nos é apresentado Jesus transfigurado tendo ao seu lado Elias e Moisés e aos seus pés Pedro, Thiago e João.

A experiência da transfiguração é uma leitura pós-pascal, é a vitória sobre a cruz. É a vida em toda a sua plenitude que vence os poderes da morte deste mundo. Jesus é transfigurado com um novo brilho e novo sentido.

Jesus convida seus amigos a se deslocar para o alto da montanha. O que significa caminhar até a montanha? Ali naquela visão tão ampla acontece algo novo. Jesus antecipa em um vislumbre o significado da sua vida. Ali redescobrimos um sentido novo para nossa própria existência.

A transfiguração nos introduz na experiência da ressurreição. Tomamos conhecimento de quem é Jesus, o que significa conhecer Jesus, descobrir o significado de sua vida, de sua missão. Tomamos conhecimento através de uma relação dialogal, através de uma relação de intimidade em que conseguimos captar o significado bíblico do verbo conhecer: entrar nessa relação de profundidade, de troca, de uma experiência no nível mais profundo da nossa vida, uma relação de intimidade com o próprio Deus. É fazer uma experiência de ser configurado/a nessa presença que nos liberta, que nos introduz a novos desafios.

Neste tempo quaresmal subir a montanha é captar a voz de Deus na nossa própria caminhada, na nossa própria experiência como filhos e filhas de Deus. É um tempo de afinar nossa escuta e deixar nos impactar pela voz de Deus. “Este é meu filho amado, escutai-O!”. Essa é uma grande confirmação que hoje Deus reafirma para nós: “Este é meu filho amado, escutai-O”!

Então, como é a nossa escuta do que Deus está falando através do seu filho amado hoje? O que significa “escutai-O”?

E quando descemos em direção ao vale assumimos o compromisso do seguimento de Jesus que nos interpela a caminhar em regiões desconhecidas do nosso próprio interior.

Quem é Jesus para nós hoje? Essa é a grande pergunta que também foi feita pela comunidade primitiva: quem era Jesus para eles? O que significa captar esse significado mais profundo e essa missão mais profunda da vida em Deus?

Como responder a essas perguntas no cenário atual de tanta corrupção, de tantas problemáticas, como a experiência dos imigrantes, tráfico de seres humanos, violência contra crianças e adolescentes, trabalho escravo, tantas outras barbáries presentes no nosso universo? Num contexto de mundo de hoje, num contexto de Brasil que nos desafia a trazer a presença do Cristo transfigurado, do Cristo Ressuscitado?

Qual o caminho que vamos seguir? Qual a opção que vamos viver? Este é o grande legado que Jesus nos deixou, essa é a grande vocação a que Jesus nos chama para o mundo de hoje: a dimensão do seguimento de Jesus, que tem implicações na nossa vida, na nossa própria entrega por um caminho de justiça, de libertação, um caminho de solidariedade. Deus está sempre de novo clamando: “Eu vi! Eu vi a aflição do meu povo! Vai libertar meu povo das situações de opressão!”

É nesta realidade que Deus nos convida a testemunhar que Ele, Jesus, ressuscitou, que Ele foi transfigurado, a testemunhar que a resposta de Deus aos poderosos e à morte é mais forte do que qualquer perversidade humana. Deus é mais forte e Ele demarca que o mal e o pecado não vai ser a última palavra do mudo de hoje.

Esse é um grande desafio que nos interpela, que devemos testemunhar, que temos que deixar uma palavra para o mundo de hoje, mas como uma palavra que passa pela nossa própria vida, que nos configura no sentido mais profundo, que nos interpela a ser porta-voz dessa Boa-nova, dessa confirmação de quem é Jesus para nós hoje.

“Este é meu filho amado, escutai-O”! O que Deus quer nos dizer hoje?

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