''O sucessor norte-coreano é jovem, e pode acontecer de tudo''

Revista ihu on-line

Revolução 4.0. Novas fronteiras para a vida e a educação

Edição: 544

Leia mais

Ontologias Anarquistas. Um pensamento para além do cânone

Edição: 543

Leia mais

Vilém Flusser. A possibilidade de novos humanismos

Edição: 542

Leia mais

Mais Lidos

  • III Dia Mundial dos Pobres. A Centralidade dos Pobres na Igreja e na Sociedade

    LER MAIS
  • Cenas de um filme de terror da vida real. Os 30 anos do massacre de Ignacio Ellacuría e seus companheiros

    LER MAIS
  • Aumento de mortalidade no país está diretamente ligado a corte de verbas no SUS

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


close

FECHAR

Enviar o link deste por e-mail a um(a) amigo(a).

Enviar

22 Dezembro 2011

Christopher Hill, o embaixador que o presidente Bush enviou secretamente para Pyongyang para sondar as possibilidades de um diálogo com a última e impenetrável ditadura comunista do Oriente, hoje pede prudência. "Nestas horas, é preciso esperar os desdobramentos mais imprevisíveis. O contingente armado norte-americano está em um estado de alerta máximo, e essa é uma medida sábia. Devemos nos preparar para toda eventualidade".

A reportagem é de Alix Van Buren, publicada no jornal La Repubblica, 21-12-2011. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Hill observa a sucessão dinástica na cúpula do reino eremita – como é conhecida a Coreia do Norte – a partir do seu assento como reitor da Escola de Estudos Internacionais da Universidade de Denver. Vice-secretário de Estado em 2005, ele liderou as negociações a seis para desarmar a crise nuclear norte-coreana.

Eis a entrevista.

O herdeiro designado Kim Jong-un é uma incógnita?


Do "Grande Sucessor", sabemos pouco ou nada. A sua figura não é conhecida nem para os norte-coreanos: o pai o apresentou há pouco mais de um ano. Para ele, inicia-se uma fase muito difícil, um período de aprendizagem: a sua liderança jamais foi posta à prova, não se sabe nem se ele foi à escola.

O senhor quer dizer que o "grande líder" Kim Jong-il não preparou seu filho para a sucessão?

Eu digo que o jovem Kim não foi suficientemente treinado para esse cargo. No entanto, parte da herança deixada pelo pai é o interesse pela continuidade da dinastia: toda uma casta de funcionários e burocratas se beneficia disso, por isso vão trabalhar para o sucesso do filho. E, além disso, por trás do herdeiro está o tio, Chang Sung-taek, vice-presidente da Defesa, segundo apenas depois do líder supremo em termos de peso político.

Será ele o regente?

É provável que caiba a ele a tarefa de moldar Kim Jong-un em vista da liderança. O Exército terá um papel importante, dado o peso assumido nos últimos anos. A verdade, porém, é que se sabe pouco ou nada da Coreia do Norte, e muito menos do processo de decisão.

E por isso o senhor prevê uma reação violenta? Uma provocação militar?

Eu não sei se Pyongyang chegará a isso. Certamente, o novo líder terá que dar um sinal importante do seu próprio poder, e, de fato, é preciso esperar o imprevisível. No entanto, acredito que a Coreia do Norte, no futuro próximo, estará empenhada com os seus assuntos internos. É muito cedo para entender se, pelo contrário, os eventos destes dias levarão o país a se abrir para o exterior. Neste momento tudo é possível. Por tudo isso, é melhor exercitar a máxima prudência.

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

''O sucessor norte-coreano é jovem, e pode acontecer de tudo'' - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

##CHILD
picture
ASAV
Fechar

Deixe seu Comentário

profile picture
ASAV