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14 Dezembro 2011

"Heinrich, o que você pensa sobre religião?": a famosa pergunta de Gretchen do Fausto de Goethe dá uma indicação de que gênero tem mais interesse pelos problemas da fé (o feminino, que faz a pergunta) e qual tem menos (o masculino, que deve ser instigado a se expressar sobre o assunto). A pesquisa moderna confirma esse estado das coisas.

A reportagem é de Heiner Boberski, publicada no sítio Wienerzeitung.at, 13-12-2011. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Quem frequenta uma igreja católica na Áustria encontra nela, em média, o dobro de mulheres em comparação com os homens. Essa observação pode ser feita por qualquer pessoa, nem seria necessária a nova pesquisa de Paul Zulehner e Petra Steinmair-Pösel, que foi recém-publicada sob o título Typisch Frau? Wie Frauen leben und glauben (Tipicamente mulher? Como as mulheres vivem e acreditam) pelo editora da revista Welt der Frau. Mas, com relação a outros conteúdos, esse estudo é uma mina de informações para todos aqueles que querem saber mais sobre a atitude das mulheres com relação à religião e à Igreja.

Se buscarmos expressar de forma abundante a riqueza de números e tabelas, como primeiro elemento aparece claramente que as mulheres passaram do papel tradicional (mulher com filhos em casa, homem dedicado à profissão) para a imagem do papel moderno (mulher que consegue conciliar profissão e família) em maior número do que os homens.

Os quatro tipos de pessoas que os autores propõem (tradicional, pragmática, em busca de uma colocação, moderna) se dividem entre os gêneros de uma forma muito diferenciada. Cerca de 36% das mulheres pensam de forma moderna, e só 12% de forma tradicional; 30% são pragmáticas, e 21% em busca. Os homens estão em sua maioria em busca (34%) e pragmáticos (28%), e só 17% aparecem como tradicionais, e 21% como modernos.

As coisas mudaram muito nos últimos 20 anos, embora a tendência rumo à modernidade parece ter enfraquecido um pouco desde 2002. "Os novos papéis de gênero são mais exigentes do que os tradicionais", reconhecem 35% das mulheres modernas e 67% das tradicionais.

As mulheres são o gênero mais religioso: 69% das mulheres se consideram religiosas, e só 55% dos homens. Das mulheres tradicionais, 83% se consideram religiosas. Entre as modernas, só 57%. Entre os homens, há mais ateus declarados (11%) do que entre as mulheres (5%). As mulheres dão mais valor aos ritos do que os homens, rezam com mais frequência e possuem mais objetos de tipo religioso. Até mesmo como membros da Igreja Católica Romana, as mulheres estão claramente à frente dos homens, com 77% contra 71%.

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