Peru: a investida contra o Sodalício de Vida Cristã

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07 Setembro 2011

O Sodalício de Vida Cristã não pensa em passar por alto a reportagem publicada no dia 22 de agosto no Peru, que envolve o seu fundador em supostos abusos sexuais contra um menor

A reportagem é de Andrés Álvarez Beltramo, publicada no sítio Vatican Insider, 09-09-2011. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

"As acusações são falsas". O Sodalício de Vida Cristã não pensa em passar por alto a reportagem publicada no dia 22 de agosto no Peru, que envolve o seu fundador, Luis Fernando Figari Rodrigo, em supostos abusos sexuais contra um menor. A "família sodálite" está convencida da sua inocência e responderá pelas vias legais à "investida" pública.

A cúpula dessa sociedade de vida apostólica, uma das comunidades religiosas de maior crescimento e influência na América Latina, decidiu enfrentar o problema abertamente. Por isso, Andrés Tapia, responsável pelo escritório de comunicações da região peruana do Sodalício, enviou uma carta a Juan Carlos Tafur, diretor do Diario16 para desmentir a informação.

"Deploramos a divulgação feita de uma informação que o Arcebispado de Lima não confirmou e da qual nem o Sr. Figari, nem o Sodalitium foram notificados. Consultado sobre o que apareceu na notícia, o Sr. Figari declarou que os fatos nela mencionados são falsos", indicou o texto datado no mesmo 22 de agosto.

"O artigo em menção prejudica a sua dignidade, honra e bom nome, assim como os da família sodálite. O respeito devido à justiça, à verdade e à caridade cristã nos leva a considerar tomar ações em seu resguardo", acrescentou.

Segundo a reportagem do Diario16, assinada por Ethel Flores, há uma denúncia que data de "poucos meses atrás" contra Figari Rodrigo tanto por "abusos sexuais graves", quanto por "maus tratos físicos, psicológicos e espirituais".

O jornal teria tido acesso ao documento através da vítima, que supostamente apresentou sua queixa junto à arquidiocese da capital peruana por atos de cerca de 30 anos atrás, quando a pessoa em questão era um adolescente de 16 anos, "vulnerável e com sérios questionamentos sobre sua orientação sexual".

Além disso, de acordo com a informação do jornal, a denúncia "foi enviada ao Vaticano para que, depois de uma rigorosa avaliação, seja autorizado o início de um processo canônico". Mas em Roma asseguram que nem o Arcebispado, nem a Santa Sé têm conhecimento dessa acusação.

Luis Fernando Figari Rodrigo não é sacerdote, é um "leigo consagrado". Há alguns meses, ele ocupava o posto de Superior Geral do Sodalitium Christianae Vitae (SCV), que ele mesmo fundou em 1971.

A chamada "família sodálite" convoca diversas instituições: Associação de Maria Imaculada para Mulheres (1974), Movimento de Vida Cristã (1985), Fraternidade Mariana da Reconciliação (1991), Irmandade Nossa Senhora da Reconciliação (1995) e Servas do Plano de Deus (1998).

Ex-membro do Pontifício Conselho para os Leigos, Figari é um emblema do laicado militante na América Latina. Depois de uma juventude de busca e de conversão, conseguiu formar um grupo de confiança que levou os grupos por ele criados a ter uma presença nos cinco continentes.

Em 1997, o Papa João Paulo II concedeu a aprovação definitiva ao Sodalício como sociedade de vida apostólica. Em 1994, foi a vez do Movimento de Vida Cristã, que recebeu o título de Associação de Direito Pontifício.

Uma história de crescimento e de expansão não isenta de dificuldades. Na década de 1990, alguns ex-membros da comunidade denunciaram publicamente abusos psicológicos e maus-tratos. Uma excessiva rigidez, quase militar, vivida nas casas dos consagrados havia levado aos excessos. As denúncias ficaram sempre no nível da imprensa.

Em 2010, Figari e seus seguidores tiveram que enfrentar o capítulo mais duro. Enquanto realizavam as investigações para promover a causa de beatificação de um dos seus membros, Germán Doig, tiveram uma desagradável surpresa.

Tratava-se de um personagem que foi, durante anos, o vigário-geral do Sodalitium, louvado como "apóstolo da nova evangelização" por bispos e padres. Ele faleceu no dia 13 fevereiro de 2001. Seus companheiros nunca duvidaram da sua "fama de santidade". Mas a realidade era outra.

Assim, no final de janeiro passado, a Assembleia Geral do Sodalício teve de emitir um comunicado no qual reconheceu "más condutas sexuais" de Doig, "em desacordo com a sua condição de cristão e de leigo consagrado".

Os testemunhos das "vítimas" (aparentemente duas) tiveram "consistência e credibilidade", pelo menos segundo a própria declaração, que revelou que os envolvidos pediram que fosse guardado o anonimato, e, por isso, o processo foi conduzido sob a "mais estrita confidencialidade".

"Depois da surpresa inicial, da dor e do desconcerto – porque essa vida dupla nos era desconhecida –, uma comissão de autoridades da nossa comunidade começou um processo de investigação, durante o qual recebeu dois testemunhos adicionais entre junho de 2008 e dezembro de 2010. Em nenhum caso tratou-se de abuso de crianças", disse a nota.

Essa informação sobre Doig provocou uma ferida profunda em seu amigo, Luis Fernando Figari, que decidiu renunciar a seu posto de superior geral do Sodalício. Uma determinação obrigada também pelo seu precário estado de saúde depois de uma longa operação a qual foi submetido em meados de 2010.

No dia 25 de janeiro de 2011, a Assembleia elegeu como novo superior Eduardo Regal Villa, vigário geral desde 2001. Ele assumiu a obra no seu momento mais difícil, embora, até agora, ele não tenha sofrido perdas massivas. Muitos "sodálites" ainda estão digerindo o gosto amargo, e outros tantos buscam um novo início: uma reforma interna para deixar para trás os erros do passado.

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