Banco Central Europeu faz reunião emergencial e sinaliza compra de títulos da dívida

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07 Agosto 2011

O Banco Central Europeu (BCE) anunciou a disposição de intervir nos mercados comprando títulos da dívida pública de Itália e Espanha para conter o contágio na zona do euro e atenuar o pânico que toma proporções globais.

A reportagem é de Assis Moreira e publicada pelo jornal Valor, 08-08-2011.

O BCE dá uma reviravolta em sua posição para evitar uma "nova segunda-feira negra" nos mercados internacionais, com risco de a crise atingir economias como a França, e arrastar o sistema financeiro global para outra crise de proporções parecidas a da quebra do banco Lehman Brothers em 2008, na avaliação de analistas.

Até agora, O BCE insistia que a responsabilidade principal era dos governos nacionais. Mas o quadro global piorou com a redução da classificação de risco da dívida americana e a multiplicação de indicadores confirmando riscos de nova recessão.

Ontem à noite, a direção do BCE se reuniu em meio a pressões de políticos de vários países, a começar pela França, e às 23h da Europa o presidente Jean-Claude Trichet divulgou um comunicado confirmando a intervenção no mercado, após certas condições. A Itália e a Espanha preparam o terreno, antecipando ajustes adicionais para tentar equilibrar suas contas. Para o BCE, essa implementação "decisiva" de reformas é "essencial". A Itália já tinha anunciado antecipação de medidas, na sexta-feira.

Também ontem, ministros das Finanças do G-7, grupo que reúne as maiores economias desenvolvidas, fizeram reunião telefônica já tarde da noite e concordaram em injetar liquidez e agir contra movimentos desordenados das moedas, visivelmente para evitar maior queda do dólar.

EUA, Alemanha, Japão, França, Grã-Bretanha, Canadá e Itália reiteraram a intenção de tomar todas as medidas necessárias para estabilizar os mercados financeiros e assegurar o crescimento econômico, conforme relato do ministro das Finanças do Japão, Yoshihiko Noda.

A Espanha revelou plano urgente para aumentar receita e cortar despesas. Vai subir o imposto sobre as grandes empresas, gerando € 2,5 bilhoes este ano. E a redução de gastos de € 2,4 bilhões virá com compra agora preferencialmente de remédios genéricos mais baratos.

Mais tarde, França e Alemanha divulgaram comunicado reiterando que o Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (EFSF) será capaz em breve de intervir nos mercados para comprar títulos da dívida soberana de países em dificuldades, como a própria Itália, Espanha, Grécia, Irlanda e Portugal.

A questão é se a ação do BCE será suficiente para estabilizar o mercado. Primeiro, depende do montante. O BCE só comprou € 79 bilhões de títulos da Grécia, Irlanda e Portugal desde março de 2010. Para a Itália e Espanha, a dimensão é várias vezes maior. Além disso, a intervenção parece ser momentânea e não uma política permanente, o que pode atenuar só temporariamente a pressão sobre os países mais endividados.

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