Curitiba e Campo Grande levantam pegada ecológica e descobrem déficit ambiental

Revista ihu on-line

Vilém Flusser. A possibilidade de novos humanismos

Edição: 542

Leia mais

Planos de saúde e o SUS. Uma relação predatória

Edição: 541

Leia mais

Hans Jonas. 40 anos de O princípio responsabilidade

Edição: 540

Leia mais

Mais Lidos

  • Bispo brasileiro diz que ordenará mulheres ao diaconato se papa permitir

    LER MAIS
  • Príncipe Charles e Bolsonaro: as duas faces da “diplomacia” dos santos

    LER MAIS
  • Nobel de Economia vai para três estudiosos “comprometidos com a luta contra as pobrezas e as desigualdades sociais”

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


close

FECHAR

Enviar o link deste por e-mail a um(a) amigo(a).

Enviar

08 Julho 2011

Se a humanidade adotasse o padrão de consumo do campo-grandense e do curitibano seriam precisos dois planetas Terra para sustentar o estilo de vida de seus habitantes. Campo Grande foi a primeira cidade brasileira a verificar sua pegada ecológica, de 3,14 hectares globais por pessoa; a de Curitiba é um pouco maior – 3,4 hectares globais.

A informação é da Agência Latino-Americana e Caribenha de Comunicação (ALC), 08-07-2011.

A biocapacidade que o planeta disponibiliza para cada pessoa que o habita é de 1,8 hectare global. Assim, Campo Grande apresenta um déficit de 1,34 e Curitiba de 1,6 hectare global.

As duas capitais apresentaram uma pegada ecológica superior à média brasileira e dos seus respectivos Estados, Mato Grosso do Sul e Paraná. Campo Grande tem uma pegada 8% maior que a média nacional, que é de 2,9 hectares globais por pessoa, e 10% superior à média estadual, informa a repórter Geralda Magela, da organização WWF Brasil.

A pegada ecológica média mundial é de 2,7 hectares globais por pessoa, o que representa um déficit ecológico de 0,9 hectare, se considerado o que o Planeta pode suportar.  Esse parâmetro é uma forma de traduzir em hectares a extensão de território que uma pessoa ou sociedade utiliza, em média, para se alimentar, locomover, morar, consumir.

Para chegar a esse dado são verificados os hábitos de consumo da população. A pegada ecológica é uma metodologia de contabilidade ambiental que avalia consumo e capacidade de produção de recursos naturais disponíveis no planeta.

“É possível traduzir a pegada ecológica em quantos e quais recursos são usados pela população e em quanto isso excede a capacidade de recuperação natural dos ecossistemas”, explicou o coordenador do Programa Pantanal-Cerrado do WWF Brasil, Michel Becker, à repórter Geralda Magela.

Os fatores que mais pesaram na pegada ecológica de Curitiba, informou o repórter João Rodrigo Maroni, da Gazeta do Povo, aparecem consumo de alimentos (42%), compra de bens (20%) e mobilidade urbana – transporte individual e coletivo (7%).

Em Campo Grande, o maior impacto sobre a pegada ecológica coube ao item alimentação, de 45%, fator que se deve ao grande consumo de carne no município, 13% superior à média nacional.

Na capital do Mato Grosso do Sul foram propostas ações para zerar o déficit da pegada ecológica. Entre as medidas sugeridas estão o reflorestamento de áreas degradadas, a recuperação de nascentes, a recomposição de matas ciliares, a separação do lixo domiciliar, o fomento de produtos orgânicos e agroecológicos, a valorização da economia solidária.

Boa parte dos hortifrutigranjeiros consumidos em Campo Grande procede de outras regiões. A redução do consumo de produtos de fora é outro fator de diminuição daquele déficit, incentivando o plantio e consumo de produtos locais.  

A cidade canadense de Calgary apresenta o maior índice de pegada ecológica até agora levantado – 9,86. Abaixo desse índice aparecem Sonoma, nos Estados Unidos, com 9,02, Victoria, na Austrália, com 8,01, Londres, com 6,63 e Milão, na Itália, com 4,17.

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

Curitiba e Campo Grande levantam pegada ecológica e descobrem déficit ambiental - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

##CHILD
picture
ASAV
Fechar

Deixe seu Comentário

profile picture
ASAV