Líder indígena Suruí está marcado para morrer

Revista ihu on-line

Diálogo interconvicções. A multiplicidade no pano da vida

Edição: 546

Leia mais

Cultura Pop. Na dobra do óbvio, a emergência de um mundo complexo

Edição: 545

Leia mais

Revolução 4.0. Novas fronteiras para a vida e a educação

Edição: 544

Leia mais

Mais Lidos

  • Liberdade e igualdade não bastam: uma cartilha sobre a Fratelli tutti. Artigo de Charles Taylor

    LER MAIS
  • A Economia Anticapitalista dos Franciscos e das Claras

    LER MAIS
  • “O racismo estrutura a sociedade brasileira, está em todo lugar”. Entrevista com Djamila Ribeiro

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


25 Junho 2011

Mais uma liderança da Amazônia está marcada para morrer. Desta vez, o alvo é o índio Almir Suruí, de Rondônia. Almir é coordenador do Grupo de Trabalho Amazônico (GTA) e uma das lideranças indígenas mais atuantes da região, tendo inclusive seu trabalho reconhecido internacionalmente.

A reportagem é da Agência Amazônia, 25-06-2011.

"Eu e meu povo estamos jurados de morte", contou Almir Suruí em recente reunião com o diretor da Secretaria Nacional de Direitos Humanos, Fernando Matos, e a assessoria do Ministério do Meio Ambiente, Paula Vanucci, aos quais pediu proteção de vida. Participaram ainda do encontro dirigentes da ONG Equipe Conservação da Amazônia (ACT Brasil), da Associação de Defesa Etnoambiental Kanindé e o presidente do GTA, Rubens Gomes.  O governo prometeu averiguar a denúncia e adotar todas as medidas necessárias para proteger a vida dos índios.

Segundo Almir Suruí, as ameaças não são recentes, mas se intensificaram nos últimos dias. Há dois anos, Suruí se reuniu com dirigentes de vários órgãos governamentais para alertar que seu trabalho em defesa dos indígenas de Rondônia estava despertando a ira dos latifundiários, fazendeiros e madeireiros daquele Estado. Na época, Suruí pediu medidas de segurança para garantir sua vida e a de seu pouco. "Até agora, infelizmente, pouca coisa de concreto foi feita, e eu e meus irmãos estão jurados de morte", conta o líder.

Suruí afirmou que o clima atual é de maior violência e complexidade, principalmente após a morte de outros líderes no Acre, Amazonas e Rondônia. Disse que as recentes mortes de castanheiros, trabalhadores rurais e lavradores da Amazônia contribuem para aumentar a sensação de impunidade e a lista dos marcados para morrer só tem crescido. Para Suruí, as ameaças decorrem do fato de a maioria das lideranças lutarem pela aprovação do Código Florestal na Câmara dos Deputados.

"Sempre lidei com as ameaças de grupos que querem utilizar a floresta de maneira errada na nossa região, mas agora estou ainda mais preocupado, pois nas últimas semanas líderes do povo Paiter Suruí também foram ameaçados", conta. Almir Suruí afirma que  alguns índios de sua comunidade foram aliciados por madeireiros e estão também ameaçando o líder Suruí de morte.

Almir disse que procurou as autoridades para evitar novas mortes, como a de Obede Loyla Souza, 31, pai de três filhos, assassinado dia 9 de junho. Outros cinco líderes assassinados nas últimas semanas. "É o cúmulo sabermos que ainda existe um Brasil cego, surdo e que resolve as coisas de forma tão sanguinária e cruel", protesta o líder indígena.

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

Líder indígena Suruí está marcado para morrer - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

##CHILD
picture
ASAV
Fechar

Deixe seu Comentário

profile picture
ASAV