Mais da metade dos jovens católicos espanhóis praticantes é a favor do matrimônio gay

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18 Maio 2011

Mais da metade dos jovens católicos praticantes da Espanha (53%) é a favor dos matrimônios gay, segundo um estudo apresentado nesta segunda-feira pelo Injuve, com a ajuda do Centro de Pesquisas Sociológicas (CIS). Oito de cada dez jovens espanhóis aprovam as relações homossexuais, e sua equiparação ao matrimônio tradicional.

A reportagem está publicada no sítio Religión Digital, 17-05-2011. A tradução é do Cepat.

Os dados apresentam um retrato de uma juventude tolerante, que aceita e convive positivamente com a diversidade sexual, mas que também presenciou insultos e diferentes formas de discriminação das pessoas homossexuais, resumiu o diretor-geral do Injuve, Gabriel Alconchel.

Assim, 86% dos jovens consultados opinam que deveria ser possível falar com naturalidade sobre a diversidade sexual; 81% aceitam relações entre homens e 84% entre mulheres; 76% aprovam o matrimônio entre pessoas do mesmo sexo, 74% as cirurgias para a mudança de sexo em adultos e 54% têm amigos homossexuais.

A pesquisa traça um ambiente menos aberto, segundo o sociólogo Pablo Santoro, coordenador do estudo apresentado na segunda-feira no Instituto da Juventude (Injuve), já que os jovens pensam que teriam dificuldades de comunicar à sua família a opção homossexual, sobretudo aos seus pais.

Acreditam que seria bastante difícil dizê-lo ao seu pai (67%), à sua mãe (52%) e aos seus companheiros (62%), e seria mais fácil comunicá-lo ao seu melhor amigo.

Em relação ao nível de aceitação em uma família média, a metade acredita que mudaria a relação com seus filhos ao tomar conhecimento de que são homossexuais e 15% a romperia.

“A juventude normalizou a diversidade sexual e não aceita a discriminação sexual, mesmo que para os jovens homossexuais não seja fácil assumir sua opção nos centros educacionais”, advertiu Antonio Poveda, presidente da Federação Estatal de Lésbicas, Gays, Transexuais e Bissexuais (FELGTB), que recordou que, “de cada mil alunos, mais de 60” poderiam não ser heterossexuais.

77% da juventude ouviu insultos, 79% falar mal dos homossexuais e 18% presenciou ataques e empurrões.

“Estamos em todas as escolas: públicas, privadas ou católicas”, disse o presidente da FELGTB, que denunciou um aumento da violência vinculada a “crenças religiosas, ideologia conservadora, sob nível de estudos e à ausência de educação em diversidade sexual”.

O estudo conclui que a televisão é a principal fonte de informação sobre a diversidade sexual para os jovens e que os principais modelos e referências de pessoas homossexuais se originam deste meio de comunicação.

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