Proximidades e divergências na visão de futuro no CMI

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19 Fevereiro 2011

Perspectivas próximas mas divergentes marcam debates na reunião do Comitê Central do Conselho Mundial de Igrejas (CMI), que está ocorrendo em Genebra. Surgem das propostas de atuação pastoral, das ênfases teológicas que são verdadeiras marcas da vida do organismo ecumênico e de impulsos que surgem de igrejas pequenas e da periferia dos centros de poder.

A reportagem é de Antonio Carlos Ribeiro e publicada pela Agência Latino-Americana e Caribenha de Comunicação (ALC), 19-02-2011.

O relatório do secretário geral, Olav Fykse Tveit, parece enfatizar mais a presença pastoral e propostas que privilegiam a aproximação com as igrejas pentecostais e linhas de ação que reforçam a solidariedade ao "vulnerável mundo de Deus", uma perspectiva que testemunha o "sofrimento das pessoas comuns". Ele entende que essa comunhão de Igrejas é chamada a ouvir o clamor por justiça e por um mundo melhor e desafiar os líderes políticos, que chama de "àqueles no poder".

Tveit entende o CMI como uma "irmandade global, ecumênica, mutuamente responsável e comprometida com as igrejas". Nesse campo de leitura, o papel da entidade ecumênica é o de "uma organização formada e nutrida para trazer o membro da Igreja para conciliar relacionamentos e atuar juntos". Mostrou-se alegre com os resultados deste primeiro ano de trabalho e se disse "inspirado pelos encontros e da cooperação com os jovens", a quem chamou de "o futuro e os blocos de construção do Movimento Ecumênico".

O pastor luterano Walter Altmann, moderador do CMI, ao comentar as propostas de tema "Deus da vida, guia-nos à justiça e a paz" e "No mundo de Deus, chamados a ser um", para a próxima assembleia geral, disse que ambos refletem uma visão comum, sendo partes de uma compreensão ampla que conclama os povos ao chamado ecumênico e os comissiona à fraternidade.

Ele comentou que a crise financeira mundial e, recentemente, os sucessos dos movimentos por democracia nos países árabes despertam "nossa atenção para os riscos de políticas que afrontam a dignidade humana e oprime as populações". Para ele, "a influência da Teologia da Libertação – com seu foco no combate à pobreza e governos opressores através da organização e ação da comunidade cristã - pode ser visto em sua terra natal, a América Latina", lembrando que "as lutas da década de 1960, 70 e 80 estão dando frutos hoje", disse.

"A incapacidade das nações envolvidas para atingir o "objetivo fundamental’ da paz, não se deve apenas à complexidade da situação no Médio Oriente", denunciou o moderador, mas "também a uma persistente falta de vontade política para fazer as concessões que são essenciais para atingir uma paz justa". Nesta perspectiva, enfatizou que os "esforços do CMI contribuem para criar e manter uma atmosfera de respeito mútuo e reconhecimento de que paz com justiça pode ser construída".

Baseado na afirmação de que a unidade cristã "é uma realidade no coração de Deus", Altmann disse que a tarefa das igrejas é "perseverar naquela unidade, não a partir dela, não para se rebelar contra Deus e não para romper as relações umas com as outras", insistiu.

"Unidade não é o resultado do estabelecimento de estruturas institucionais", afirmou o luterano latino-americano, mas um chamado para o "alargamento e aprofundamento do ecumenismo que reconhece que "só há um movimento ecumênico, do qual o CMI é parte’". Essa clareza lhe permite assumir que "encontros respeitosos  devem ser seguidos pelo aprofundamento das relações... com base no discernimento espiritual e da reflexão teológica", afirmou.

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