FSM Palestina Livre: ”Um bom primeiro passo rumo a medidas mais concretas”

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12 Dezembro 2012

Aconteceu entre os dias 28 de novembro e 1º de dezembro o Fórum Social Mundial Palestina Livre FSM-PL, evento que reuniu ativistas, líderes comunitários, jovens, grupos religiosos, sindicatos, músicos, acadêmicos na cidade de Porto Alegre – RS. Entre os participantes, estavam Eduardo Minossi de Oliveira e Érico Teixeira de Loyola, que falaram à IHU On-Line sobre o evento.

Eduardo Minossi de Oliveira é graduado em Geografia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS. Érico Teixeira de Loyola é graduado em Direito pela mesma Universidade. Ambos estiveram presentes na Palestina como observadores de direitos humanos através do Programa de Acompanhamento Ecumênico na Palestina e Israel – PAEPI/EAPPI, coordenado pelo Conselho Mundial de Igrejas – CMI e concederam entrevista à edição da IHU On-Line sobre o tema.

Eis a entrevista.

IHU On-Line – Como foi o FSM Palestina Livre?

Eduardo Minossi de Oliveira – O Fórum Palestina Livre foi um ótimo encontro de ativistas (a maioria era latino-americana e brasileira), que lutam pela causa palestina e pela paz justa com Israel. O Fórum foi organizado por movimentos sociais nacionais e, embora tenha sofrido uma grande pressão das organizações sionistas, manteve-se de pé no seu propósito.

Érico Teixeira de Loyola - O FSM Palestina Livre, apesar de todas as dificuldades impostas à sua organização, foi muito bom. As plenárias oficiais foram muito bem avaliadas e, além disso, as atividades autogestionadas, dentre elas aquelas geridas pelo Programa de Acompanhamento Ecumênico na Palestina e em Israel (PAEPI/EAPPI), atingiram o seu objeto de expressar o seu desejo por uma paz justa na região, com o fim da ocupação militar e o respeito pelo Direito Internacional. Acho que é importante também ressaltar o alcance do evento, que permitiu que pessoas do mundo todo desfrutassem de um espaço onde pudessem compartilhar as suas experiências e suas opiniões a respeito do conflito Israel/Palestina.

IHU On-Line – Que assunto tu destacas como o mais relevante do evento?

Eduardo Minossi de Oliveira – Infelizmente, como cada entidade teve sua atividade autogestionada proposta, tivemos pouco intercâmbio com outros movimentos, mas destaco a coincidência da Palestina ter sido aprovada como estado observador na ONU durante os dias do fórum. Foi muito debatido as possibilidades futuras perante essa situação e se isso foi uma vitória ou não na diplomacia internacional, o que eu acredito tenha sido.

IHU On-Line – A partir das discussões do Fórum, que sugestões práticas surgiram?

Eduardo Minossi de Oliveira – De prático, o importante foi qualificar essa rede de solidariedade e incidência pública pelo fim da ocupação israelense na Palestina e pela paz. Foi importante conhecer mais pessoas engajadas a buscar apoios importantes mundo afora para que a Palestina possa ser aceita nos organismos internacionais ou juntar esforços de ativistas que pleiteiam os mesmos pontos.

Érico Teixeira de Loyola - Acho que, das diversas sugestões práticas que surgiram, destacaria aquelas que envolvem dar maior realce à iniciativa BDS – Boicote, Desinvestimentos e Sanções, que atacaria a ocupação militar na parte que lhe é mais importante: o “bolso”. Acredito que seja um projeto interessante, ainda mais porque visa a compelir Israel, de forma pacífica, a agir de acordo com o Direito Internacional, em especial com as Resoluções do Conselho de Segurança e da Assembleia Geral da ONU que tratam da ilegalidade da ocupação e da expansão das colônias, bem assim com relação às decisões da Corte Internacional de Justiça sobre o tema.

Embora seja necessário avaliar de que maneira tal iniciativa poderia ser implementada, acho que a questão já está posta e é de suma importância, ainda mais quando sabemos que o Mercosul tem um acordo de livre comércio com Israel, e estão previstas diversas parcerias entre brasileiros e israelenses na área de segurança, com vista especialmente à Copa do Mundo.

IHU On-Line – Faça uma avaliação geral do Fórum Social Mundial Palestina Livre.

Eduardo Minossi de Oliveira – Acredito que o Fórum tenha sido menor do que deveria. O caráter mundial ficou muito mais para brasileiro e latino-americano, pois as organizações organizadoras (CUT, sindicatos…) não têm o caráter internacionalista que precisaria. É difícil também pleitear um evento dessa magnitude fora da Europa, onde está mais forte a questão da ilegalidade das ações israelenses, o que junto com o lobby sionista, que dificultou o contato e a organização do fórum, acabou por prejudicar a organização em diversos fatores (como a não chegada do apoio prometido pela prefeitura). Porém, acredito que seu objetivo tenha sido cumprido, debater a questão palestina para o grande público e juntar pessoas com o interesse comum pela paz justa.

Érico Teixeira de Loyola - O FSM foi, sobretudo, uma excelente oportunidade para familiarizar os brasileiros com a questão do Estado Palestino. Acho que, pelo seu alcance, o evento ajudou a trazer essa questão para mais perto das pessoas, chamando a atenção para aspectos que nos são um tanto quanto obscuros, como os temas relativos à ocupação militar israelense, à expansão das colônias na Cisjordânia, ao regime de segregação estabelecido na região e à dura realidade humanitária enfrentada por milhões de palestinos. Claro, há muito ainda a ser feito, mas é inegável que foi um bom primeiro passo rumo a medidas mais concretas.

Além disso, embora se soubesse que o Fórum estava programado para transcorrer durante o Dia Internacional de Solidariedade com o Povo Palestino (29/11), acho que ninguém poderia imaginar que também naquela semana a ONU daria à Palestina o status de Estado Observador, com as fronteiras de 1967. De alguma forma, portanto, apesar de todas as dificuldades enfrentadas pela organização do evento, acredito que o Fórum teve um valor simbólico muito contundente.

Por Natália Scholz

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