A Justiça argentina investiga a Ford por suposta colaboração com a ditadura

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Por: André | 07 Dezembro 2012

A Justiça argentina está avançando em relação às suspeitas de que o poder empresarial foi cúmplice dos crimes da última ditadura no país (1976-1983). Semanas depois de o poderoso industrial açucareiro Carlos Pedro Blaquier ser processado, uma juíza da periferia de Buenos Aires, Alicia Vence, convocou para depor nesta quarta-feira quatro executivos da Ford por suposta colaboração da empresa norte-americana no sequestro e tortura de pelos 25 operários que trabalhavam em sua fábrica em Buenos Aires. Trata-se da mesma acusação que pesa sobre Blaquier.

A reportagem é de Alejandro Rebossio e publicada no jornal espanhol El País, 06-12-2012. A tradução é do Cepat.

A poucos metros da fábrica da Ford em Pacheco, na periferia norte de Buenos Aires, um cartaz da Secretaria de Direitos Humanos indica que nessas instalações foram presos ilegalmente e atormentados operários da companhia em 1976. Os quatro ex-executivos chamados ao interrogatório são: Nicolás Courard, presidente da Ford Argentina na época; Pedro Müller, que era gerente de manufatura; Guillermo Galarraga, gerente de relações industriais, e Héctor Sibilla, chefe de segurança. A juíza do município de San Martín, na Grande Buenos Aires, pediu para depor dentro da causa sobre os sequestrados e torturados da Ford, cujo principal acusado até agora era o comandante militar Santiago Riveros, já condenado a prisão por outros crimes de terrorismo de Estado. O promotor da causa, Félix Crous, considera que a cúpula da montadora colaborou com os crimes.

Há alguns anos, a Ford reconheceu que havia pedido proteção militar de sua fábrica porque dois de seus executivos haviam sido assassinados e outros haviam sido feridos em atentados da guerrilha peronista Montoneros, entre 1973 e 1975, anos em que governava a ala direita do peronismo. No entanto, a companhia negou que sua planta tivesse se convertido em centro clandestino de prisão do regime militar.

Já são sete os empresários que foram imputados por crimes de lesa humanidade da ditadura, segundo as estatísticas do Centro de Estudos Legais e Sociais. A Justiça de San Martín também investiga denúncias contra executivos da Mercedes-Benz. Um juiz de Buenos Aires indaga crimes similares na Acindar, uma siderúrgica que há poucos anos passou para as mãos da ArcelorMittal e que foi presidida pelo depois ministro de Economia do regime José Alfredo Martínez de Hoz. O setor operário foi o mais perseguido pelo terrorismo de Estado: 30% dos milhares de desaparecidos trabalhavam em fábricas.

O empresário Blaquier divulgou na segunda-feira passada uma carta em que nega sua culpabilidade, anuncia que irá recorrer da sentença e critica o juiz da causa, Fernando Poviña, porque supostamente não levou em conta as provas que apresentou para sua defesa. Poviña recebeu na semana passada em sua cidade, Jujuy (nordeste da Argentina), o apoio do ex-juiz Baltasar Garzón, agora assessor da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados da Argentina.

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