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Por: Jonas | 23 Agosto 2012

Intelectuais como Noam Chomsky e Naomi Wolf, relevantes personalidades de Hollywood como os diretores Oliver Stone e Michael Moore, o ator Danny Glover, o humorista Bill Maher – que doou um milhão de dólares para a reeleição de Barack Obama – e Daniel Ellsberg, que vazou os “papéis do Pentágono”, são alguns dos mais de 4.000 assinantes de uma carta que a organização Just Foreign Policy encaminhou, na segunda-feira, para a Embaixada do Equador em Londres. Na carta, apressam o presidente Rafael Correa para que dê cumprimento ao pedido de asilo de Julian Assange, no intuito de evitar o risco de que seja extraditado aos Estados Unidos.

A reportagem é publicada pelo jornal Página/12, 22-08-2012. A tradução é do Cepat.

Os reconhecidos cineastas, ganhadores do prêmio Oscar, Oliver Stone e Michael Moore, deram respaldo ao governo equatoriano em sua decisão de conceder asilo político a Assange, que permanece refugiado na Embaixada do Equador, em Londres. Nesta segunda-feira, 20 de agosto, ambos publicaram uma nota de opinião, no jornal estadunidense “The New York Times”, em que rechaçam a ameaça do Reino Unido em invadir a Embaixada do Equador, para prender Assange, e exortam os cidadãos da Grã-Bretanha e Suécia a defenderem o jornalista australiano, e com ele a liberdade de expressão no mundo.

Os responsáveis da carta, que pode ser consultada na página web de Just Foreign Policy, sustentam que o fundador do Wikileaks possui sérias razões para temer que uma vez extraditado para a Suécia, acabe nos Estados Unidos. “As ações dos governos britânico e sueco sugerem que sua intenção é levar o senhor Assange para a Suécia porque, devido aos tratados vigentes e outras políticas, provavelmente seria muito mais fácil extraditá-lo para os Estados Unidos, para ser julgado”, adverte o texto. Os assinantes sustentam que a administração Obama “deixou clara sua hostilidade ao Wikileaks” e afirmam que, nos Estados Unidos, ele poderia enfrentar a sentença de pena de morte, caso a Justiça o condene por violar a Lei de Espionagem.

“O senhor Assange não é um cidadão norte-americano e nenhuma de suas ações ocorreu em território estadunidense”, continua a carta, que defende que a decisão de Correa, em conceder asilo político ao fundador do Wikileaks, foi adotada “conforme o direito internacional”. A carta também censura a intenção do governo britânico em “ameaçar violar os princípios sacrossantos que regem as relações diplomáticas ao tratar de invadir a embaixada equatoriana para prender Assange”.

O presidente do Equador, Rafael Correa, disse na segunda-feira, numa entrevista concedida a Equador TV, que se o Reino Unido cumprir sua ameaça de invadir a embaixada de seu país, em Londres, para deter o fundador de Wikileaks, Julian Assange, “será um suicídio”. “Se o Reino Unido violasse a soberania equatoriana, seria um suicídio, porque depois poderiam ser violadas as embaixadas britânicas em qualquer parte do planeta”, argumentou Correa.

O governo sueco assegurou que “nunca” extraditaria Julian Assange para um país onde pudesse sofrer a pena de morte, um temor que o fundador do Wikileaks denunciou publicamente, caso, finalmente, fosse enviado aos Estados Unidos. Isso foi afirmado pela diretora de Assuntos Penais e Cooperação Internacional do Ministério da Justiça sueca, Cecilia Riddselius, em entrevista concedida ao jornal alemão "Frankfurter Rundschau". Não obstante, a diretora não descartou a possibilidade da extraditação de Assange ao país do norte, caso esta “fosse submetida a condições estritas”, entre elas que Washington garantisse que o detido nunca seria executado.

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