A passagem dos símbolos da Jornada Mundial da Juventude em Rondônia. Artigo de Vital Corbellini

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23 Agosto 2012

A cruz e o ícone de Nossa Senhora foram recebidos com muita alegria pelo povo da região amazônica, começando pela cidade de Ji-Paraná-RO, onde principalmente os jovens acolheram os símbolos com fé e amor. A passagem dos símbolos pela região faz parte da preparação em vista da Jornada Mundial da Juventude em 2013 no RJ, informa Vital Corbellini, padre, teólogo em Patrística, da Diocese de Caxias do Sul-RS, atualmente trabalhando na Diocese de Ji-Paraná-RO.

Eis o artigo.

No início de agosto, a Diocese de Ji-Paraná-RO, foi agraciada por Deus, pela vinda dos símbolos da JMJ – 2013 no RJ: a cruz e o ícone de Nossa Senhora. Ela foi a primeira Diocese da região amazônica a receber os símbolos que vão marcar a vida do povo dessa região, sobretudo os jovens. Quatro dias decorreram para a felicidade de muitas pessoas, mas, sobretudo jovens pela passagem nas cidades ao longo da BR 364 como Vilhena, Cacoal, Ji-Paraná e Jaru. O povo correu para abraçar a cruz com fé e amor. Ele viveu momentos de alegria, de paz interior, de louvor a Deus pelas presenças daqueles símbolos valiosos. Pode-se notar vontade para uma vivência mais profunda da fé por algumas pessoas e o suscitar de algumas vocações em todos os sentidos.

Segunda-feira, dia 06 de agosto, foi a vez de Jaru. Quem quiser ver as fotos, pode acessar os sites Jaru Online e A Notícia Mais, tendo ali diversos pontos e fotos que manifestaram a fé na Cruz de Cristo e na Mãe de Deus, Nossa Senhora.

Uma caminhada popular foi realizada desde o posto Aliança, que fica na entrada da cidade até o Centro Catequético. Quando a cruz apareceu o povo acorreu com muita devoção para tocá-la, para abraçá-la como se ali tivesse um tesouro escondido para obter uma paz profunda, pessoal, familiar e comunitária, uma alegria incontável, uma força para superar tudo. Em seguida a caminhada foi realizada com povo numeroso, carros, e oração até o local. Pelo caminho muitos cantos foram entoados numa manifestação de louvor a Deus dando também muitas fortes “vivas” à cruz e ao ícone.

Ao longo do dia o povo foi se aproximando dos símbolos não só por curiosidade, mas era motivado pela fé no Senhor e em Maria. As pessoas permaneciam por alguns minutos de olhos fechados, emocionadas porque estavam imaginando algo do céu, um sinal de Deus em meio ao seu povo. A fé era a expressão de um povo peregrino. Em relação ao ícone de Nossa Senhora, o povo também o tocava com devoção e amor. As atenções eram dadas à cruz peregrina fazendo as pessoas darem manifestações de fé, força no invisível, amor a Jesus Cristo, pedido de graças, de perdão e agradecimentos.

Os grupos de jovens da Pastoral da Juventude e também dos Movimentos estiveram presentes durante todo o dia, fazendo orações, cânticos, apresentações teatrais. As escolas da cidade e do interior marcaram presença. No final do dia houve a celebração da eucaristia presidida por Dom Bruno Pedron, Bispo Diocesano de Ji-Paraná com um expressivo número de sacerdotes, religiosas e o povo de Jaru e da Região Norte de Pastoral da Diocese em frente à Igreja Comunidade São João Batista. Dom Bruno agradeceu a presença de todos pelo empenho na divulgação do evento, pela passagem da Cruz e do Ícone da Mãe de Deus na Diocese e em Jaru, pela participação do povo em todas as cidades e de uma forma particular, dos jovens.

Na tarde do dia 06 de agosto veio até Jaru uma delegação da Diocese de Humaitá, Amazonas, para ver os acontecimentos e receber a cruz. No dia seguinte, Dom Bruno passou os símbolos para a Diocese amazônica de modo que ela prosseguiu o caminho passando pelo Norte do Brasil, chamando a atenção de todos, sobretudo dos jovens.

Uma análise dos símbolos caracteriza a força que eles carregam em vista da salvação humana. A cruz ganha a sua importância na vida do cristão, porque Jesus tornou a cruz sinal de vida e de vitória sobre a morte. Ele carregou sobre si os pecados de todos. Jesus diz que quando ele for elevado na terra, atrairia todos a ele (cf. Jo 12,32). A cruz atrai a todos os seguidores e as seguidoras do Senhor porque através dela luta-se por um mundo de paz e de amor para assim chegar à glória da ressurreição com Jesus.

É claro que essa visão não foi bem aceita pelo antigo povo de Israel. A cruz era vista como sinal de maldição (cf Dt 21,23). Os romanos utilizaram-na como castigo para os criminosos sendo uma execução sumária. Jesus fala da cruz não como sinal de maldição, mas como condição para o seu seguimento: Quem não toma a sua cruz e não o segue não é digno dele (cf. Mt 10,38). Jesus também afirma que quem deseja segui-lo, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e sim pode segui-lo (cf. Mt 16,24; Mc 8,34). Em Lc 9,23-24 coloca-se o seguimento a Jesus através da cruz como os outros dois evangelhos, mas focaliza-se a cruz de uma forma cotidiana em vista do seguimento ao Mestre. O fato é que o seguimento a Jesus exige a cruz. Jesus quer os seus discípulos decididos através da cruz não prometendo vida fácil para o discípulo mas sabendo que a cruz é o caminho que leva à glória da ressurreição com Jesus. O Senhor Jesus não obriga a segui-lo, apenas diz que se alguém o quiser fazê-lo, coloca-se uma condição essencial: a renúncia de si mesmo e a tomada da cruz.

O evangelista Marcos tem presentes três passagens onde são encontradas os anúncios da paixão, morte e ressurreição de Jesus. Enquanto no primeiro, o Senhor Jesus fala de uma forma aberta (8, 31-32), no segundo anúncio há a incompreensão por parte dos discípulos quando Jesus fala de sua paixão, morte e ressurreição (9, 31-32), no terceiro anúncio Jesus exorta os discípulos que ele está indo para Jerusalém do qual ele deveria passar pela cruz e dessa forma chegar à ressurreição (10, 33-34).

A imagem de Nossa Senhora acompanha a cruz peregrina nas Dioceses e comunidades. O povo também rezava diante da imagem da Mãe do Filho de Deus. Muitas pessoas ficavam emocionadas, rezando e louvando pela presença da mãe de Jesus em seu meio. Maria foi declarada como Mãe de Deus no Concilio de Éfeso em 431 dC. Deus não tem uma mãe mas pelo fato de que Maria foi a Mãe do Filho de Deus encarnado, ela recebe esse título de modo que ela participou da obra da redenção assumida por Jesus Cristo.

Nós acreditamos que a passagem dos símbolos da JMJ implementarão uma nova vida em Cristo Jesus e na vida da comunidade para todo o povo da região amazônica que vive a sua fé, procura ser um povo de esperança e assume a caridade no Senhor Jesus. Essa passagem ajudará aos jovens para fazerem ótima preparação em vista da Jornada Mundial da Juventude em 2013 no RJ.

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