Lefebvrianos: a derrota de Ratzinger

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06 Agosto 2012

Passaram um pouco em silêncio as palavras proferidas nessa sexta-feira e retomadas pelo L'Osservatore Romano pelo presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos, cardeal Kurt Koch. Em essência, ele disse aos lefebvrianos: vocês recusaram a generosa oferta do papa para voltar à plena comunhão com Roma, continuando a dizer que os ensinamentos do Concílio Vaticano II são inadmissíveis para vocês. Vocês dizem isso como católicos tradicionalistas, mas não se dão conta de que o primeiro a pensar assim foi um certo Martinho Lutero, e isso deveria levá-los a refletir sobre que tipo de tradicionalistas vocês são.

A reportagem é de Riccardo Cristiano, publicada no sítio Il Mondo di Annibale, 03-08-2012. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

No 50º aniversário da abertura dos trabalhos conciliares, o Vaticano, portanto, arquiva as negociações para recuperar os seguidores de Dom Lefebvre. E o faz com uma frase mordaz e cáustica, mas que também dá a sensação da amargura que deve se respirar no Vaticano. Ah, sim, porque o investimento certamente não havia sido limitado. Não se trata apenas de ter removido a excomunhão dos quatro bispos da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, entre os quais se destaca aquele negacionista do Holocausto, Dom Richard Williamson, que gerou indignação com suas incríveis declarações sobre a Shoá que foram repercutidas pela imprensa de todo o mundo pouco antes da revogação da excomunhão. Essa excomunhão revogada custou caro ao Vaticano, e agora é possível perguntar que frutos ela produziu. Certamente não a superação do pequeno cisma tradicionalista.

Mas o balanço verdadeiro é outro: para favorecer a recuperação dessa patrulha de extremistas, acalorados negacionistas das grandes reformas conciliares, outros preços foram pagos antecipadamente. Começando pela reintrodução da missa em latim, com uma grande "disputa judaica" posterior, por causa da oração da Sexta-Feira Santa pela conversão dos judeus, que, eliminada do missal em línguas vulgares, permanece no missal em latim. Uma Igreja com dois missais e duas liturgias, optativas, gerou discussão e colocou em dificuldades muitas conferências episcopais, em que os tradicionalistas pesam mais do que em outros lugares, começando pela Suíça e pela França.

Tudo isso só reforçou os "tradicionalistas comuns", ou seja, "aqueles padres que ainda discutem sobre a altura do colarinho branco no nosso hábito" ou "aqueles que olham com incômodo para todos os padres que não vestem mais a batina".

O que interessava aos lefebvrianos, no entanto, não era a excomunhão, a missa em latim ou o colarinho mais alto, era a alma da inovação conciliar, o reconhecimento da liberdade religiosa. Coerentemente, eles não quiserem voltar atrás a tudo isso. E nisso, provavelmente, a negociação desejada pelo Papa Ratzinger fracassou. A longuíssima negociação, provavelmente, se encerrou, mas o saldo para o Vaticano parece totalmente negativo. Desses anos de fissuras, resta apenas o estresse litúrgico e conciliar. Dos quais poucos percebiam a necessidade.

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