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30 Abril 2012

Dois eventos importantes foram organizados pela Pontifícia Academia das Ciências Sociais nestes dias para marcar a data.

A reportagem é de Maria Teresa Pontara Pederiva, publicada no sítio Vatican Insider, 27-04-2012. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Para celebrar os 50 anos da publicação da encíclica Pacem in Terris pelo Papa João XXIII (11 de abril de 1963) começou nessa sexta-feira, 27, na Casina Pio IV, e irá concluir no dia 1º de maio o Congresso Pacem in Terris, Fifty Years Later. Políticos, economistas e teólogos analisarão – entre sessões conjuntas e trabalhos em grupo – "a busca global de uma tranquillitatis ordinis", sob a liderança da norte-americana Mary Ann Glendon, a dinâmica presidente da Academia, professora da Harvard Law School.

Quais são as perspectivas para a instauração de uma paz estável, vista como um "sinal dos tempos", mas uma paz na verdade, justiça, caridade e liberdade dentro de um mundo globalizado, que foi depois indicado pela Caritas in veritate de Bento XVI? Quais são as contribuições para a paz por parte dos cristãos que falam de evangelização, ecumenismo, tolerância, mas também – e com força renovada – de justiça social e a distribuição equitativa dos recursos da terra, do desarmamento e da resolução dos conflitos no nível do diálogo entre as partes? Não faltarão nem as reflexões sobre o papel da economia, da ciência, da tecnologia e das novas mídias na ótica educacional também.

Na apresentação, algumas frases pronunciadas por Bento XVI por ocasião do Ângelus do dia 28 de março de 2010: "A paz é um dom que Deus confia à responsabilidade humana, para que o cultive através do diálogo e do respeito dos direitos de todos, a reconciliação e o perdão. Como prefeito, Pilatos representava o direito romano, sobre o qual se fundava a Pax Romana através do poder militar de Roma, mas uma força militar sozinha não gera a paz. A paz depende da justiça".

Entre os palestrantes do fórum, estão estudiosos das universidades mais prestigiosas – Sorbonne, Columbia, Cambridge, Princeton, Harvard, Stanford –, além de políticos, economistas e teólogos: do ex-presidente do Peru, Alan García, ao economista norte-americano Joseph Stiglitz ("Harmonia entre o homens e entre homens e a natureza"), do presidente do BCE [Banco Central Europeu], Mario Draghi, ao da Câmara Italiana, Rocco Buttiglione (além dos demais italianos Ombretta Fumagalli Carulli, da Universidade Estatal de Milão, Enrico Berti, da Universidade de Pádua, Pierpaolo Donati, da Universidade de Bolonha – todos membros da Academia – e Ettore Gotti Tedeschi, presidente do Instituto Vaticano para as Obras de Religião [o chamado "Banco do Vaticano"]).

Também há nomes de destaque no âmbito dos eclesiásticos: dentre os quais estão o cardeal Reinhard Marx, de Munique, teólogo moral entre os maiores especialistas em doutrina social da Igreja e atual presidente da Comissão dos Bispos junto à Comunidade Europeia (Comece), o cardeal Walter Kasper, ex-presidente do Pontifício Conselho para o Ecumenismo e o Diálogo, o cardeal Oscar Rodríguez Maradiaga, arcebispo de Tegucigalpa (Honduras) e presidente da Caritas Internationalis, Dom Egon Kapellari, arcebispo de Graz-Seckau, vice-presidente da Conferência dos Bispos da Áustria.

De 29 de abril a 3 de maio será realizada, depois, a XVII Sessão Plenária sobre Universal Rights in a World of Diversity: The Case of Religious Freedom (Direitos universais em um mundo de diversidade: O caso da liberdade religiosa), um tema de atualidade em nível mundial, vivido com dramaticidade em alguns países e que voltou à tona – embora, como lembram na América, de forma totalmente diferente, principalmente incruenta – também nos EUA, terra natal da presidenta Glendon.

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