Duplica o número de requerentes de asilo em Roma, mostra o Serviço Jesuíta para os Refugiados

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02 Abril 2012

Em 2011, praticamente dobrou na Itália o número dos requerentes de asilo que se dirigiram ao Centro Astalli de Roma, a estrutura dos jesuítas. Passaram de 60 mil em 2010 para mais de 115 mil no ano passado, com uma média diária de 400 refeições oferecidas. Um aumento que é explicado pela interrupção da política das expulsões, decidida para enfrentar os efeitos da Primavera Árabe e do conflito na Líbia, e pela grave crise econômica, que "se abateu com maior violência contra os sujeitos mais vulneráveis, como os refugiados".

A reportagem é de Roberto Monteforte, publicada no jornal L'Unità, 30-03-2012. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Isso é o que se lê no Relatório 2012 do Centro Astalli, apresentado no dia 29 de março em Roma pelo presidente, Pe. Giovanni La Manna, por Berardino Guarino (diretor de projetos do Centro Astalli) e pelo Mons. Giancarlo Perego, diretor-geral da Fundação Migrantes.

O relatório fornece uma visão geral dos "requerentes de asilo" da Itália. As nacionalidades mais representadas são o Afeganistão (15%), a Costa do Marfim (12%) e a Tunísia (12%). Quase 65% dos 562 novos usuários acompanhados pelo centro de ouvidoria e de orientação legal em 2011 eram vítimas de tortura e de violência intencional, a maioria são jovens da África, mas há também mulheres que precisam de tratamentos e de um apoio psicológico adequado.

"Cerca de 40% dos usuários – esclarece o relatório – já obtiveram uma forma de proteção internacional ou humanitária, enquanto os 60% restantes são constituídos por requerentes de asilo". O verdadeiro problema para o Pe. Giovanni La Manna é a falta de uma política de "acolhida projetual", que olhe para o futuro das pessoas acolhidas. Se quisermos realmente combater o "tráfico" de seres humanos – afirma La Manna – então é preciso assegurar "percursos seguros para os requerentes de asilo".

Uma opinião preocupada sobre o estado da democracia vem de Mons. Perego. "Esses mundos em fuga denunciam uma situação crescente de militarização das regiões do planeta – afirma –, além da exploração incondicional da criação. Mas, ao mesmo tempo, eles denunciam 'a fraqueza da democracia' ao ler a situação global". A esse respeito, La Manna pede que "Lampedusa seja novamente considerada como porto seguro", tendo em vista os novos desembarques da primavera [europeia].

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