Bento XVI: ''A Igreja não pede privilégios, mas sim liberdade religiosa''

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26 Março 2012

"Os pecadores voltarão ao Senhor. Deve ser superado o cansaço de uma fé superficial, habitual, fragmentária e incoerente". Bento XVI pronuncia as palavras enquanto celebra missa sob um sol feroz. O Parque do Bicentenário, nascido para celebrar os dois séculos da independência da América Latina, tornou-se por um dia uma reedição do outro lado do oceano da Praça de São Pedro.

A reportagem é de Giacomo Galeazzi, publicada no sítio Vatican Insider, 25-03-2012. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Incandescente climática e emocionalmente com uma multidão imensa de peregrinos que lá dormiram para esperar o papa teólogo e pastor. A Igreja não pede privilégios, mas sim liberdade religiosa para participar da vida da sociedade. A advertência é dirigida aos chefes de família que "sofrem por causa da pobreza, da corrupção, da violência doméstica, do narcotráfico, da crise de valores, da criminalidade, da emigração que divide as famílias".

O pontífice traz no coração a "defesa da legalidade e da luta contra toda violência". Assim, do presidente mexicano, Felipe Calderon, obteve o compromisso pela estipulação do tratado internacional sobre o comércio de armas pequenas e leves, cuja proliferação "tem favorecido a ação criminosa do crime organizado".

A homilia pronunciada pelo papa no Parque do Bicentenário é um vibrante apelo aos fiéis para que olhem "no fundo dos seus corações, especialmente nos momentos que unem dor e esperança, tais como aqueles que o povo mexicano e também outros povos da América Latina atravessam atualmente". A exortação se dirige a quem tem a boa vontade de "promover com coragem a paz, a concórdia, a justiça e a solidariedade".

Bento XVI chegou de helicóptero ao Parque do Bicentenário, a área pública criada em León pelo Estado de Guanajuato, berço da luta nacional mexicana, para comemorar os 200 anos da independência do país. Na área, que pode acolher 350 mil pessoas, o papa celebrou a missa com cardeais, bispos do México, os presidentes das 22 Conferências Episcopais da América Latina e do Caribe, e bispos de todo o continente americano, totalizando quase 250 pessoas, além de cerca de 3.000 sacerdotes.

No trajeto de helicóptero até o Parque do Bicentenário, Bento XVI sobrevoou a grande estátua de Cristo Rei, no Cerro del Cubilete (2.700 metros), que domina a cidade. Trata-se da segunda maior estátua do mundo, depois da mais famosa do Cristo Redentor, no Corcovado, no Rio de Janeiro, e é um dos maiores monumentos religiosos mexicanos, destino de uma peregrinação anual a cavalo (Cavalcada) na Epifania.

O cume do Cerro del Cubilete foi escolhida porque se encontra exatamente no centro geográfico do México. A escultura (80 toneladas, 22 metros de altura) representa o Cristo com os braços abertos, ladeado por dois anjos: um que tem nas mãos a coroa real, e o outro, a coroa de espinhos. A estátua original, feita em 1923, foi destruída em 1926 por um bombardeio ordenado pelo presidente mexicano Plutarco Elias Calles, no início da revolta dos Cristeros (1926-1929).

A escultura atual, inaugurada em 1940, foi cofinanciada pelo governo mexicano como um gesto de boa vontade para com a Igreja. "Que Cristo reine nas suas vidas e lhes ajude", disse o pontífice aos peregrinos que chegaram a León de todas as partes do México. Uma mobilização espontânea e do povo (muitos jovens, autodefinidos como "a juventude do papa" nos slogans e nos cantos), que comoveu e alegrou visivelmente Bento XVI.

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