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20 Março 2012

Os operários da Alcoa [maior empresa produtora e refinadora de alumínio, e maior mineradora de bauxita do mundo] de Portovesme, na Itália, que neste domingo, no Ângelus, estiveram na Praça de São Pedro com a sua faixa tiveram a solidariedade de Bento XVI. O papa não se limitou a assegurar a sua oração e a sua "proximidade" aos trabalhadores em dificuldade e às suas famílias. Ele também desejou "uma adequada solução" para a sua "difícil situação".

A reportagem é de Roberto Monteforte, publicada no jornal L'Unità, 19-03-2012. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

A delegação dos trabalhadores que foram da Sardenha a Roma, juntamente com seus familiares, aplaudiu satisfeita. Aqueles 15 operários eram bem visíveis na praça por causa de seus capacetes azuis, brancos e laranjas e pelas inevitáveis bandeiras da Sardenha. Ao ouvir as palavras do papa, se agarraram com orgulho em sua faixa. Nela constava a inscrição: "Trabalhadores da Alcoa. Planta de Portovesme...". Mas estava incompleta. Faltava a última frase: "Na luta pelo trabalho". Política demais.

Faixa censurada

Ela não passou pelo controle dos policiais que foram educados, mas inamovíveis. São rígidas as regras que devem ser seguidas para poder portar cartazes e faixas na Praça de São Pedro. Não são permitidos slogans ou frases de conteúdo político.

Assim, antes de poder esticar a faixa, os operários tiveram que "esconder" a palavra "luta". "Eles não a consideravam adequada para o local", explicaram os trabalhadores. Eles não se deixaram afetar. O importante era estar ali. O nome da planta da Alcoa estava bem visível, e o seu problema, conhecido. O que importava de verdade eram as palavras que o papa lhes dirigiria. O bispo de Iglesias, Dom Giovanni Paolo Zedda, lhes havia prometido. A sua expectativa foi cumprida.

O gesto do papa foi mais do que uma saudação. "O fato de termos sido mencionados pelo papa nos agrada muito", comenta Massimo Cara, da RSU-CISL. "Agora esperamos que a questão possa realmente encontrar uma solução positiva". Massimiliano Basciu, também da RSU-CISL, também está satisfeito. Ele espera que o "católico" Mario Monti leve em conta o convite do papa.

A gravidade da emergência da Alcoa e de todo o polo industrial de Sulcis é lembrada por Rino Barca, secretário provincial da Fim-CISL. "No próximo dia 4 de abril, depois do anúncio da multinacional norte-americana de abandonar a produção de alumínio primário na Itália, corre-se o risco do fechamento dos estabelecimentos com demissões coletivas. Isto deve ser evitado. O governo precisa encontrar soluções adequadas que deem segurança".

Correm o risco de perder seus postos de trabalho não apenas os 500 empregados da Alcoa de Portovesme e os 350 trabalhadores das empresas dos contratos, mas também os outros 1.500 operários do polo. "A situação é bastante preocupante", explica Bruno Usai, da RSU-CGIL. "Passam os dias, e nós não queremos nos encontrar realmente na rua".

Os operários da Alcoa farão mais viagens a Roma e muito em breve para defender seus postos de trabalho. Porque, se o trabalho é um direito, muitas vezes a luta é necessária para defendê-lo. Mais do que a palavra "luta", o que escandaliza são a injustiça e a falta de trabalho. Com relação a isso, o Papa Bento XVI e a Igreja disseram palavras claras. Assim como sobre o direito de dispor da água "bem universal", que não pode ser tratado com "lógica de mercado".

Água para todos

É preciso "garantir para todos um acesso justo, seguro e adequado à água", falou o papa neste domingo após o Ângelus –, promovendo assim os direitos à vida e à alimentação de todo ser humano e um uso responsável e solidário dos bens da terra, em benefício das gerações presentes e futuras".

Ele pediu isso lembrando a conclusão, em Marselha, do VI Fórum Mundial da Água e a celebração, na próxima quinta-feira, do "Dia Mundial da Água", que – acrescentou – "neste ano, enfatiza o vínculo fundamental desse precioso e limitado recurso com a segurança alimentar".

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