''Estamos no limite da miniaturização de chips''

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19 Janeiro 2012

Carver Mead, pioneiro da microcomputação, recebeu na Espanha o Prêmio Fronteiras do Conhecimento em Informação e Comunicação.

A reportagem é de Alejandra Agudo, publicada no jornal El País, 18-01-2012. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

O engenheiro da computação Carver Mead (Califórnia, 1934) possui mais de 80 patentes, a maior parte relacionada com a aplicação do silício na fabricação de microchips. "Nos anos 1970, as pessoas não acreditavam que os chips poderiam se tornar pequenos", afirmou Mead nesta terça-feira, depois de saber que havia ganhado o Prêmio Fundação BBVA Fronteiras do Conhecimento na categoria tecnologias de informação e comunicação (TIC).

O californiano foi o primeiro a prever que os chips integrariam milhões de transistores que multiplicariam sua capacidade para armazenar informação. Ele mesmo contribuiu, com suas pesquisas sobre tecnologia do silício, para que esse prognóstico se tornasse realidade. Os chips são cada vez menores e armazenam mais dados. Mas, segundo Mead, "já estamos quase no limite da miniaturização dos chips, de tão pequenos que se tornaram". O cientista, considerado um dos gurus do Vale do Silício (EUA), não acredita, no entanto, que o silício será substituído em curto prazo por outro material na fabricação de microchips mais eficientes. "Acredito que o silício será o cavalo de batalha durante muitas décadas", assegurou ele por e-mail.

De todas as aplicações práticas das suas pesquisas, a que mais surpreende Meads é a tecnologia dos telefones móveis. "Me impressiona a combinação entre informática e comunicação". De fato, o impacto das contribuições do cientista nas TIC foi o que ajudou o júri da Fundação BBVA a decidir outorgar-lhe esse prêmio, no valor de 400 mil euros. "É o pensador e pioneiro mais influente da tecnologia do silício", disse o presidente.

Carver Mead é o criador dos dispositivos VLSI (sigla em inglês para Sistemas Integrados de Grande Escala), microchips constituídos por bilhões de componentes, que permitem que as funções que antes só podiam ser realizadas por grandes computadores agora possam se concentrar em um chip que é incorporado a qualquer dispositivo que utilizamos em nossa vida cotidiana: os smartphones ou os reprodutores de DVD.

Mas a contribuição de Mead não se limita à informática, mas se estende também ao campo empresarial. Ele sistematizou a fabricação dos chips e, com isso, fez com que até aqueles que desconhecem seus princípios físicos possam fabricá-los. Ele separou o design da manufatura, o que permite que os pesquisadores se concentrem só em sua tarefa. De fato, o prêmio chega a Meads no momento em que ele está concentrado nos fundamentos da física quântica.

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