Sacrosanctum Concilium. “O altar de frente para o povo ou a restauração da oração universal”

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Por: André | 05 Dezembro 2013

Na manhã deste 04 de dezembro, completaram-se os 50 anos do encerramento solene da segunda etapa conciliar, com a aprovação e a promulgação da Constituição sobre a Sagrada Liturgia, a primeira Constituição aprovada pelo Concílio Vaticano II.

A reportagem é de Josep Miquel Bausset e publicada no sítio Religión Digital, 03-12-2013. A tradução é de André Langer.

O debate sobre a Sacrosanctum Concilium durou de 22 de outubro até 13 de novembro de 1962, durante a primeira etapa conciliar. O número de Padres conciliares que fizeram uso da palavra foram 253, o das intervenções orais, 253, e as escritas, 625, o que mostra o interesse que o tema litúrgico suscitou, sobretudo naquilo que fazia referência às línguas vernáculas.

Aqui é preciso agradecer ao bispo Josep Pont i Gol, de Sogorb-Castelló, Narcís Jubany, de Girona , e Ramon Masnou, de Vic, pelo esforço que fizeram para fazer entender os bispos espanhóis, que o catalão também era uma língua litúrgica, já que a maioria dos bispos acreditava que apenas o castelhano o seria.

Três subcomissões reelaboraram o texto debatido, claramente renovador, e que foi apresentado aos bispos no dia 07 de dezembro de 1962. Este texto foi distribuído no dia 29 de setembro de 1963, e as discussões e votações tiveram lugar de 8 a 31 de outubro e de 18 a 22 de novembro, dia em que foi votado, com o seguinte resultado: 2.159 placet, 19 non placet e um voto nulo. A Constituição sobre a Sagrada Liturgia entrou em vigor no dia 16 de fevereiro de 1964.

Com a Sacrosactum Concilium, eram finalmente admitidas as línguas vernáculas da África, Europa, Ásia, América e Oceania.

Tanto o Pe. Adalbert Franquesa, monge de Montserrat, assim como o Pe. Adrien Nocent, monge beneditino de Maredsous e professor do Instituto Litúrgico de Santo Anselmo de Roma, participaram ativamente, assessorando os bispos.

Entre as reformas mais visíveis da Sacrosactum Concilium havia, além da introdução das línguas vulgares, o altar de frente para a assembleia, a restauração da oração universal, o cânon em voz alta e em língua vernácula, a comunhão com o pão e o vinho da Eucaristia, o canto religioso popular, a reforma dos rituais dos sacramentos ou a concelebração.

Não é preciso dizer que a reforma litúrgica foi aceita pelo fato de que permitia compreender melhor a celebração, já que os fiéis não apenas rezavam juntos, mas também podiam cantar nas línguas vernáculas. Havia em todas as partes, um verdadeiro entusiasmo com a reforma litúrgica. O bispo Bernard Yago, da Costa do Marfim, dizia: “Deus nos pede que cantemos e rezemos de acordo com a nossa alma africana, já que até agora o havíamos feito segundo uma tradição latina”.

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