“O Batismo é o documento de identidade do cristão, sua ata de nascimento”, afirma Francisco

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Por: Jonas | 15 Novembro 2013

“Professo um só batismo para o perdão dos pecados”. Na Audiência geral da última quarta-feira, na Praça São Pedro, Francisco (foto) comentou estas palavras do Credo diante de 50 mil fiéis. O Pontífice entrou na praça com seu jipe branco e deu a costumeira volta entre as pessoas, beijando as crianças presentes, por cerca de 20 minutos.

 
Fonte: http://goo.gl/wlzXMw  

A reportagem é de Domenico Agasso Jr., publicada por Vatican Insider, 13-11-2013. A tradução é do Cepat.

“Trata-se da única referência explícita a um Sacramento dentro do Credo”, disse Bergoglio. “Efetivamente, o Batismo é a “porta” da fé e da vida cristã. Jesus Ressuscitado deixou para os Apóstolos esta consigna: “Vão pelo mundo inteiro e anunciem a Boa Notícia para toda a humanidade. Quem acreditar e for batizado será salvo” (Marcos, 16, 15)”. A Missão da Igreja, recordou o Pontífice, “é evangelizar e perdoar os pecados através do sacramento batismal que se renova no sacramento da penitência. Contudo, voltemos às palavras do Credo. A expressão pode ser dividida em três pontos: “professo”, “um só batismo”, “para o perdão dos pecados”.

Este é o significado do primeiro verbo: “É um termo solene que indica a grande importância do objeto, ou seja, o Batismo. Efetivamente, ao pronunciar estas palavras nós afirmamos nossa verdadeira identidade de filhos de Deus. O Batismo é, em certo sentido, o documento de identidade do cristão, sua ata de nascimento”.

“Todos vocês – disse o Papa aos fiéis – sabem o dia em que nasceram. Não é? Celebram o aniversário, todos. Todos nós celebramos o aniversário. Porém, faço para vocês uma pergunta que fiz em outro momento, e que irei repetir novamente: “quem de vocês se recorda da data do seu batismo? Levantem a mão. Quem de vocês? Poucos, né? Não muitos. E não solicitarei isto para os bispos, para que não passem vergonha, né?”.

“Então – sugeriu Francisco – façamos uma coisa, hoje quando retornarem para casa, perguntem: “Em que dia fui batizado?” Procurem saber. Este é o segundo aniversário. O primeiro aniversário é o da vida e este é o aniversário de Igreja: é o dia do nascimento na Igreja. Vocês irão fazer isto? É uma tarefa de casa, hein? Ver o dia em que eu nasci, e agradecer ao Senhor que abriu a porta de sua Igreja naquele dia em que eu recebi o Batismo. Vamos fazer isso, hoje. Ao mesmo tempo, junto ao batismo está unida a nossa fé no perdão dos pecados. O sacramento da Penitência ou Confissão é, de fato, como um “segundo batismo”, que sempre tem como referência o primeiro para consolidá-lo e renová-lo. Neste sentido, o dia de nosso batismo é o ponto de partida de um caminho, de um caminho belíssimo, de um caminho para Deus, que dura a vida toda, um caminho de conversão e que continuamente se apoia no Sacramento da Penitência. E pensem também nisto: quando vamos confessar nossas fraquezas, nossos pecados, peçamos o perdão de Jesus, mas renovemos também o Batismo com este perdão, isso é belo! É como festejar em cada confissão o dia do Batismo. E, assim, a confissão não é uma sessão de uma câmara de tortura, é uma festa para celebrar o dia de nosso Batismo. A confissão é para os batizados! Para manter limpa esta vestimenta branca de nossa dignidade cristã!”.

A segunda parte da catequese de hoje é dedicada à expressão “um só batismo”. “Recorda – explicou – a expressão de São Paulo: “Um só Senhor, uma só fé, um só batismo” (Efésios 4,5). A palavra “batismo” significa literalmente “imersão”, e de fato este sacramento constitui uma verdadeira imersão espiritual. Onde? Na piscina? Não, na morte de Cristo, da qual se ressuscita com Ele como novas criaturas (cf. Romanos, 6, 4)”.

Para concluir, o Papa refletiu sobre a terceira parte: “para o perdão dos pecados”. “No sacramento do Batismo – indicou Francisco – perdoa-se todos os pecados, o pecado original e todos os pecados pessoais, assim como todas as penas do pecado. No Batismo, abre-se a porta para uma verdadeira novidade de vida que não está oprimida pelo peso de um passado negativo, mas que já recobra a beleza e a bondade do Reino dos céus. É uma poderosa intervenção da misericórdia de Deus em nossas vidas, para nos salvar. Esta intervenção salvífica não tira nossa natureza humana, sua fraqueza – todos somos fracos e todos somos pecadores, né? –, e não nos tira a responsabilidade de pedir perdão cada vez que erramos!”.

Ao final da audiência, o Papa lançou um duplo chamado pela Síria e Filipinas: “Recebi com grande dor a notícia de que há dois dias, em Damasco, golpes de morteiro mataram algumas crianças que voltavam do colégio e o condutor do ônibus. Outras crianças ficaram feridas. Rezemos para que essas tragédias não aconteçam! Nestes dias, estamos rezando e juntando esforços para ajudar nossos irmãos e irmãs nas Filipinas, golpeados pelo tufão. Estas são as verdadeiras batalhas pelas quais é preciso lutar: pela vida! Nunca pela morte!”.

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