Pecado original: apenas um dogma passado?

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29 Outubro 2013

Domingo, programa Che tempo che fa (Rai3): Vito Mancuso sorri de cima ao que ele chama de "pecado original" e à própria existência dos "dogmas" da fé cristã, da qual ele fala amplamente por conta própria.

A reportagem é de Gianni Gennari, publicada no jornal Avvenire, dos bispos italianos, 22-10-2013. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Realmente desagrada ver que, sobre certos temas, pensa-se resolver tudo sorrindo e apagando do quadro da modernidade perguntas sobre as quais a humanidade inteira – de Platão em diante, e certamente também desde antes, passando por todos os grandes do pensamento humano – construiu monumentos de pensamento, catedrais, pinturas, estátuas e bibliotecas.

É preciso dizer que apresentar-se, ou deixar-se apresentar por entrevistadores benevolentemente "leves", sobretudo como pensadores que, depois de 3.000 ou 4.000 mil anos, refundam a fé judaico-cristã talvez seja demais.

Dentre outras coisas, por acaso, enquanto vejo e ouço a conversa amigável e totalmente admirativa, com a publicidade de um livro até interessante, cai-me bem debaixo dos olhos um recente editorial pensativo de Eugenio Scalfari (La Repubblica, 09-09-2013: "Il legno storto che vorremmo raddrizzare"), que começa assim: "A madeira com a qual somos construídos é torta: é isso que Kant diz, e Isaiah Berlin o retoma...".

Nossa! Discurso muito próximo, ao menos à primeira vista, ao do pecado original! Estamos realmente certos de que é apenas um "dogma" passado e que não se trata, ao invés – para além das formas culturais em que foi expressado ao longo dos séculos –, de algo profundamente mais sério?

Sim: "A mulher, a maçã, a serpente", mas também "Helena, a maçã e a Guerra de Troia", ou "Pandora e o vaso com as serpentes". Fabulosas bobagens passadas ou também coisa de Agostinho, Tomás, Lutero, Pascal, Spinoza, Kant apenas visto, Hegel e até hoje tantas outras pessoas sérias?

Che tempo che fa às vezes parece bonito. Ao invés, é neblina e muita névoa...

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