Moçambique e o retorno da guerra?

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Por: André | 28 Outubro 2013

“A Comunidade Santo Egídio expressa sua preocupação com a situação de instabilidade e violência que se verificou na zona central de Moçambique e chora a perda de vidas humanas”.

A reportagem é de Davide Demichelis e publicada no sítio Vatican Insider, 26-10-2013. A tradução é de André Langer.

Os Combatentes da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo) atacaram há poucos dias um centro policial em Maringue, na região central do país, após uma incursão orquestrada pelo Exército ao quartel geral da Renamo, nos arredores da cidade de Santungira. A região central de Beira sempre esteve sob o controle da Renamo, formação que combateu durante mais de 20 anos contra a Frelimo (Frente de Libertação de Moçambique, de inspiração socialista), que está no governo.

Era 04 de outubro de 1992 quando foi assinado, em Roma, o acordo que marcou o fim da guerra em Moçambique. As partes em conflito haviam negociado durante 27 meses e haviam se reunido em 11 ocasiões na Comunidade Santo Egídio, que a partir de então é conhecida como “a ONU do Tíbre”. No entanto, agora a Renamo declara que os acordos de paz foram enterrados pelo governo e retirou seus candidatos das próximas eleições municipais, que deverão acontecer em menos de mês.

“Estamos convencidos de que o espírito daqueles acordos ainda está vivo entre as pessoas”. Maria Chiara Turrini, responsável pelas atividades da Comunidade Santo Egídio em Moçambique, conhece muito bem a situação; a comunidade, efetivamente, está comprometida com mais de 100 projetos (atenção a doentes de Aids, registro civil, assistência aos presos, nutrição infantil...).

Apesar dos enfrentamentos e das divisões que afloraram novamente, Marco Impagliazzo, presidente da Santo Egídio, destacou que há alguns sinais positivos: “A declaração do porta-foz da Renamo, segundo o qual o movimento de resistência moçambicano sente-se ainda vinculado ao Acordo de Paz de outubro de 1992, mantém viva a esperança em relação à possibilidade de superar rapidamente uma fase crítica da evolução democrática do país”. A Comunidade expressa a esperança de que “o diálogo seja restabelecido, na convicção de que a paz é o melhor investimento para Moçambique”.

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