Irmã que vivia há 60 anos com os Tapirapé faleceu no Mato Grosso

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25 Setembro 2013

Em agosto deste ano, ela completou 90 anos. Veva foi uma das pioneiras, na vida missionária, da teologia da inculturação do Cimi. (Foto: Reprodução)

Foto: (Reprodução)

Na tarde desta terça-feira (24), faleceu a Irmã Genoveva, missionária que viveu por 60 anos junto ao povo Tapirapé, no Mato Grosso. Tratada apenas por Veva, ela foi uma das pioneiras, na vida missionária, da teologia da inculturação do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) e sempre demonstrou total respeito à cultura e religiosidade dos povos indígenas.

Irmã Genoveva, que em agosto deste ano completou 90 anos, deixou a França em 1952 e, desde então, viveu com os Tapirapé. A missionária passou mal na aldeia Urubu Branco, local onde morava, logo após o almoço. Morreu enquanto era levada ao hospital. O enterro ocorrerá na própria aldeia.

Confira nota da Comissão Pastoral da Terra (CPT) e do Cimi sobre a missionária

Genoveva, mais conhecida como Veva, vivia há 60 anos com os Tapirapé, próximo ao município de Confresa, em Mato Grosso. Missionária morava na aldeia Urubu Branco, a maior delas. Veva havia completado 90 anos em agosto passado.

A informação é divulgada pela Comissão Pastoral da Terra - CPT, 24-09-2013.

Três irmãzinhas chegaram ao Brasil no dia 24 de junho de 1952, com o objetivo de morar junto com os Tapirapé, numa casa como a dos indígenas, passando a ter a mesma alimentação e o mesmo estilo de vida.

“Ir aos esquecidos, aos desprezados, pelos quais ninguém se interessa”, são as palavras da Irmãzinha Madalena, fundadora da Fraternidade. As Irmãs Genoveva, Clara e Denise, quando chegaram à aldeia Tapirapé, encontraram um povo com cerca de 50 pessoas, sobreviventes dos ataques de seus vizinhos Kayapó.

Hoje, cerca de 500 Tapirapé, em sua maioria crianças e jovens, vivem nas aldeias Majtyritãwa, próxima a Santa Terezinha,´Tapiitãwa, Wiriaotãwa, Akara´ytãwa e Xapi´ikeatãwa, na área indígena Urubu Branco, próxima da cidade de Confresa.

O respeito às crenças, ao estilo de vida e aos costumes dos Tapirapé foi o que fez das Irmãzinhas as principais aliadas deste povo durante todos estes anos. As lutas foram muitas e a determinação destas mulheres ainda maior. “Queríamos viver no meio deles o amor de Deus que não deseja outra coisa senão que vivam e cresçam como Tapirapé”, afirmava a Irmãzinha Genoveva, que ainda vive com eles.

Logo na chegada, deram atenção especial à saúde, pois os indígenas estavam muito expostos ao contágio de doenças levadas pelos não-índios. Era a primeira vez que a “fraternidade” se estabelecia numa comunidade indígena em solo brasileiro. Muita coisa aconteceu durante esses 60 anos. Os Tapirapé, que pareciam estar próximos da extinção, conseguiram se recompor.

Mas, para chegar a essa nova situação, quanta dedicação, partilha e aprendizagem foi exigida das irmãs que vinham de uma cultura completamente diferente. Apesar de alguns surtos epidêmicos, com a chegada das Irmãzinhas a mortalidade foi reduzida e quase erradicada, devido aos tratamentos curativos e do controle profilático das doenças. Nesse processo todo, as Irmãzinhas sempre respeitaram a maneira de ser dos Tapirapé.

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Aprendi a viver na necessidade
e aprendi a viver na abundância;
estou acostumado a toda e qualquer situação:
viver saciado e passar fome, ter abundância e passar necessidade.
Tudo posso naquele que me fortalece.
Entretanto, vocês fizeram bem,
tomando parte na minha aflição.(Flp 4,12-14)


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