"CEBs? São importantes, mas o povo precisa de grandes espaços", diz Marcelo Rossi

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29 Abril 2013

Na última assembleia da CNBB os bispos brasileiros indicaram que querem incentivar as Comunidades Eclesiais de Base para recuperar espaço em áreas pobres. Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, 29-04-2013, Marcelo Rossi, padre, questiona a opção da CNBB. Segundo ele, "acho as CEBs importantes, mas hoje nosso povo precisa de grandes espaços. Vejo nas missas do Santuário. Uma vela ilumina? E dez? E 20 mil? O Palmeiras estava sem 13 titulares, mas a torcida foi e eles se classificaram na Libertadores. Faz diferença. Os evangélicos erguem grandes locais, porque reúnem as pessoas. Se ficar fechado na CEB, esquecer a oração, ficar só na política... Se olhar os que estão no governo, a maioria surgiu da CEB".

Segundo ele, "o PT surgiu da CEB. Então, que não politize. O perigo é este: cair na política".

A entrevista foi feita por Diógenes Campanha que diz para o padre que ele é criticado não por atrair o público, mas por adotar um discurso conservador e distante dos problemas sociais, ao que Marcelo Rossi responde: "Temos trabalhos com recuperação de drogados, arrecadação de alimentos. Nas CEBs, acaba se tornando mais política do que social. É mais perigoso a pessoa ter a tentação à política na CEB".

Questionado sobre o casamento gay, o padre Marcelo Rossi é taxativo: "a palavra de Deus é clara: Deus criou o homem e a mulher. A igreja acolhe o pecador, mas não o pecado. Não vai poder legitimar o casamento entre homossexuais. Mas acolhe com carinho".

Sobre a adoção por casais homossexuais, igualmente, é peremptório: "[Ele é contra] Por causa da formação. O que vai ficar na cabeça [da criança]? Você quebra o sentido do que é família, que é o homem e a mulher, o pai e a mãe. São princípios bíblicos. Não sou eu que vou contrariar a palavra de Deus. Seja evangélico ou católico, a partir do momento em que você é cristão, não dá".

Padre Marcelo alimenta uma grande expectativa para com Papa Francisco. "É uma expectativa muito grande, a começar pelo rompimento dos protocolos. Espero muito da renovação da igreja, da opção pelos pobres. Espero em julho estar com ele na Jornada Mundial da Juventude e entregar o [livro] "Kairós". Meu amigo padre Fábio de Melo, padre Reginaldo Manzotti e eu estaremos lá, cantando para ele”, afirma.

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