Escolha de um papa jesuíta rompe com tabus da Igreja, diz padre

Revista ihu on-line

Revolução 4.0. Novas fronteiras para a vida e a educação

Edição: 544

Leia mais

Ontologias Anarquistas. Um pensamento para além do cânone

Edição: 543

Leia mais

Vilém Flusser. A possibilidade de novos humanismos

Edição: 542

Leia mais

Mais Lidos

  • Um novo documento anti-Francisco com cem assinaturas: “Atos sacrílegos durante o Sínodo, precisa se arrepender”

    LER MAIS
  • Plano de Guedes constitucionaliza drenagem de recursos dos pobres para os ricos

    LER MAIS
  • Por que o fim do DPVAT é mais um golpe no financiamento do SUS

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


close

FECHAR

Enviar o link deste por e-mail a um(a) amigo(a).

Enviar

13 Março 2013

A escolha do argentino Jorge Mario Bergoglio como o primeiro papa jesuíta rompe com tabus históricos da Igreja, na opinião do padre José Oscar Beozzo, estudioso da história da Igreja Católica na América Latina. "Os superiores jesuítas sempre foram chamados de 'papa negro', para contrapor ao 'papa branco'. É uma ordem religiosa com profunda influência na Igreja, mas sempre houve um temor de ter um jesuíta, de ser ao mesmo tempo um 'papa branco' e 'papa negro'. Isso rompeu com uma tradição histórica, pro bem da Igreja".

A reportagem é de Heloisa Aruth Sturm e publicada pelo portal do jornal O Estado de S.Paulo, 13-03-2013.

Padre Beozzo disse ser muito significativa a escolha do nome Francisco. "Tivemos um jesuíta que escolheu não o nome de Inácio, mas de Francisco. Acho que isso é muito significativo porque São Francisco é o santo mais querido dentro e fora da Igreja Católica". Beozzo acredita que a escolha também remete à postura que o novo papa deve adotar com relação aos muçulmanos. "Francisco esteve no coração de um conflito que hoje se repete, que é o conflito do que fazer frente ao Islamismo. Na época de Francisco, o Papa convocou a guerra contra o mundo islâmico, e Francisco tomou um barco e foi ver o sultão do Egito para falar de paz, de amizade. Até hoje os muçulmanos respeitam Francisco e os franciscanos. Acho que nesse momento isso é um recado muito importante".

Para Beozzo, a escolha toca um tema fundamental na trajetória da igreja latino-americana, que é a opção pelos pobres. "Ele é visto como um irmão universal, também irmão dos pobres." São Francisco é também conhecido por seu amor à natureza, e Beozzo afirma que a escolha é também um compromisso com a preservação ambiental. O novo papa é visto como um homem simples, que cozinha a própria comida, anda de metrô e ônibus em Buenos Aires. "É uma pessoa que escolheu o nome de Francisco não por fantasia, mas acho que por uma opção de vida".

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

Escolha de um papa jesuíta rompe com tabus da Igreja, diz padre - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

##CHILD
picture
ASAV
Fechar

Deixe seu Comentário

profile picture
ASAV