'Sucessor terá desafio de resgatar prestígio do papado'. Entrevista com John O'Malley

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16 Fevereiro 2013

Aos 85 anos, e "três semanas mais jovem do que Bento XVI", o norte-americano John O'Malley é uma das grandes autoridades em história do catolicismo em atividade.

Autor de "A History of the Popes" (2011), o professor da Georgetown University, em Washington, e também padre jesuíta, brinca que teve sua vida "modestamente tocada por todos os papas dos últimos 50 anos", já que esteve pessoalmente com todos eles em alguma ocasião.

Há alguns anos, O'Malley assinou um ensaio hoje conhecido sobre renúncias de papas. À época, ele refletia sobre a possibilidade de que, fragilizado pela situação de saúde, João Paulo II pudesse abandonar o posto. "Fui chamado de fantasioso por tratar deste tema. Talvez estivesse sendo profético", diz.

A entrevista é de Cassiano Elek Machado e publicada pelo jornal Folha de S. Paulo, 16-02-2013.

Eis um extrato da entrevista.

Com o escândalo VatiLeaks e a renúncia de Bento 16 é corrente a ideia de que a Igreja Católica está vivendo uma grande crise. O sr. considera esta uma das grandes crises históricas do papado?

Ao estudar por muitos anos a história do papado posso dizer que ela é uma história de uma crise após a outra. Mas o papado é uma instituição absurdamente elástica, que conseguiu sobreviver ao longo de 2000 anos e manter sua identidade, mesmo tendo mudado muito. Mas sim, vivemos uma situação de crise considerável. A maneira como a Cúria Romana está estabelecida precisa ser investigada. Precisam definir como ela pode ser mais eficiente, como pode coordenar melhor suas congregações. Estes serão alguns dos desafios do próximo papa. Certamente no mundo ocidental ele precisará reestabelecer o prestígio do papado.

Foi uma decisão sábia?

Foi certamente algo extraordinário, eu pessoalmente achei uma decisão muito corajosa e também apropriada. Mas quem sou eu para falar sobre sabedoria ou não de uma ação papal.

Se o sr. tivesse de arriscar o futuro como acredita que Bento XVI será conhecido?

Tenho convicção de que ele será conhecido como "O papa que renunciou". É um grande marco. O papa pode não gostar, mas assim será. Espero que alguns historiadores mais sérios consigam resgatar também outros aspectos de sua atuação.

Como papa ele conseguiu aplicar alguma teoria do teólogo?

Como papa ele continuou a escrever, mas na minha opinião ele fez uma distinção grande entre sua vida privada, de teólogo, e a de papa.

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