Os protestantes alemães instam ao Papa retirar a excomunhão a Lutero

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10 Janeiro 2013

Margot Kässmann, de 54 anos, desempenha desde abril de 2012 o cargo de “embaixadora de Lutero” para o Jubileu de 2017 que comemorará o quinto centenário do início da reforma de Lutero aos 31 de outubro de 1517. Com este motivo, ao longo de 2017 se realizará na Alemanha uma série de importantes atos em torno à Reforma protestante e ao próprio Martinho Lutero.

A reportagem foi publicada no portal Protestante Digital, 05-01-2013.

Kässmann tem sido bispa da Igreja Evangélica Alemã – a EKD (segundo suas siglas em alemão) – a maior organização protestante da Alemanha e reside na localidade alemã de Mannheim.

Por seu cargo, Kässmann participa na coordenação desta efeméride, que os evangélicos alemães querem que sirva para dar a conhecer o verdadeiro significado que supôs a Reforma da Igreja que Lutero iniciou no campo espiritual, na sociedade e na História.

O Papa e a excomunhão de Lutero

Kässmann expressou, numa entrevista publicada no Mannheimer Morgen, que espera que Bento XVI revogue como papa a excomunhão que ainda pesa sobre o fundador do protestantismo.

Uma excomunhão que se materializou através da Bula Decet Romanum Pontificem, firmada por Leão X em janeiro de 1521, e que Martinho Lutero queimou publicamente ao recebê-la.

Para Margot Kässmann chegou o momento de eliminar esta aresta entre católicos e protestantes e que se produza um “gesto de boa vontade”. Que já sejam cinco os séculos que dura a excomunhão de Lutero não é, em si mesmo, um obstáculo para Käsmann, já que tampouco, “em 1984, ninguém previu a queda do Muro de Berlim” e esta ocorreu.

A representante da EKD utiliza vários argumentos para fundamentar sua posição, como, por exemplo, que muitas comissões ecumênicas concluíram que a excomunhão a Martinho Lutero “é teologicamente injustificável”, além do valor simbólico positivo de retirar esta bula.

Outro argumento que menciona é que também o pedem muitos católicos, alguns como o conhecido teólogo Hans Küng, embora este teólogo não seja o melhor exemplo de ortodoxia católica, já que está ameaçado de sanção pela Congregação para a Doutrina da Fé (antes Santo Ofício) por suas reiteradas opiniões contrárias à Doutrina e ao Magistério católico-romanos.

Além disso, para Kässmann, o diálogo ecumênico e o fato de que católicos e protestantes assistam juntos a diferentes cerimônias com cada vez maior frequência é outro motivo suficiente para que se produza este gesto de reconciliação entre católicos e protestantes.

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