O Papa completa a Comissão para os menores: oito mulheres e dez leigos

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18 Dezembro 2014

O Papa Francisco completou a Comissão para a tutela dos menores com a nomeação de oito novos componentes. O organismo, criado por Jorge Maria Bergoglio para prevenção da pedofilia, conta agora com 17 membros, representantes de todos os continentes, entre os quais oito mulheres, dez leigos e duas pessoas, um homem e uma mulher, que como crianças foram abusadas por um padre.

A reportagem é de Iaccopo Scaramuzzi, publicada por Vatican Insider, 17-12-2014. A tradução é de Benno Dischinger.

A comissão, anunciada em dezembro do ano passado, foi criada por Jorge Maria Bergoglio sob proposta do Conselho dos seus cardeais conselheiros e o coordenador (hoje definido como “presidente”) é precisamente o assim chamado “C9”, o capuchinho estadunidense Sean O’ Malley, que, como arcebispo de Boston, em anos passados teve que enfrentar a questão da pedofilia em sua diocese.

A comissão teve o seu encontro inaugural do dia 1° a 3 de março passado, e eram Marie Collins, irlandesa, vítima como menina de um padre pedófilo, já intervinda sob Bento XVI numa inédita conferência sobre a pedofilia que foi organizada pela Pontifícia Universidade Gregoriana; dois jesuítas, o argentino Miguel Yanez e o alemão Hans Zollner, este último psicólogo e presidente, na Gregoriana, do Centro para a proteção das crianças, a baronesa Sheila Hollins, psiquiatra do Reino Unido, a jurista Hanna Suchocka, ex-premiê polaca e ex-embaixadora da Polônia junto à Santa Sé, a psiquiatra francesa Catherine Bonnet, e o canonista italiano Claudio Papale, da Pontifícia Universidade Urbaniana. Em setembro passado o “promotor de justiça” da Congregação para a Doutrina da Fé, uma espécie de procurador geral da Santa Sé para os casos de pedofilia, foi nomeado secretário da neonata comissão, que substitui no ex-Santo Ofício o jesuíta estadunidense Robert Geisinger.

Hoje, enfim, a sala de imprensa da Santa Sé anunciou que “o Santo Padre Francisco nomeou os novos membros da Comissão para a tutela dos menores, escolhidos de diversas partes do mundo, de modo a haver uma ampla representação de diversas situações e culturas”. Aos precedentes se juntam oito componentes: o sacerdote colombiano Luis Manuel Ali Herrera, pároco e professor de Psicologia pastoral em Bogotá, o filipino Gabriel Dy-Liacco, psicoterapeuta especializado em infância e adolescência, o neozelandês Bill Kilgallon, diretor do ofício para os standard profissionais na Igreja de seu país, a Irmã Kayula Gertrude Lesa, perita do Zâmbia em proteção das crianças, em direitos dos refugiados e que trata dos seres humanos, Irmã Hermenegild Makoro, professora e secretária da Conferência Episcopal da África do Sul, Kathleen McCormak, perita em trabalho social na Igreja australiana, Io Krysten Winter-Green, estadunidense originária da Nova Zelândia, perita em assistência a pessoas enfermas de AIDS, de pessoas sem-teto  e crianças vítimas de abuso, e o britânico Peter Saunders, como criança abusado por um padre, como adulto fundador da National Association for People Abused in Childhood, uma das vítimas dos padres pedófilos que se encontraram com o Papa Francisco em julho passado no Vaticano. Trata-se, como sublinhou o porta-voz do Vaticano, o padre Federico Lombardi, de uma comissão “interdisciplinar”, com oito mulheres e dez leigos. A próxima sessão plenária, da Comissão terá lugar no Vaticano nos próximos dias 6 a 8 de fevereiro de 2015.

“Enquanto os católicos se empenham em tornar as nossas paróquias, escolas e instituições em lugares seguros para todos os menores, - afirmavam em maio passado os membros da comissão – nós nos empenhamos junto com as pessoas de boa vontade para garantir que as crianças e os adultos vulneráveis sejam protegidos dos abusos”.

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