A camada de ozônio poderia recuperar-se em menos de 40 anos

Revista ihu on-line

Etty Hillesum - O colorido do amor no cinza da Shoá

Edição: 531

Leia mais

Missões jesuíticas. Mundos que se revelam e se transformam

Edição: 530

Leia mais

Nietzsche. Da moral de rebanho à reconstrução genealógica do pensar

Edição: 529

Leia mais

Mais Lidos

  • Ernesto Cardenal. Não é um filho pródigo da Igreja

    LER MAIS
  • “América Latina caminha para o enfraquecimento e a desintegração”. Entrevista com Juan Tokatlian

    LER MAIS
  • Papa Francisco revoga permanentemente todas as sanções canônicas contra o padre e poeta Ernesto Cardenal

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


close

FECHAR

Enviar o link deste por e-mail a um(a) amigo(a).

Enviar

Por: André | 15 Setembro 2014

Um estudo da Organização Meteorológica Mundial revela que a destruição do escudo natural da Terra está diminuindo e que ajudaria sua situação se as restrições aos produtos que o destroem continuarem a ser aplicadas.

A reportagem está publicada no jornal espanhol Público, 12-09-2014. A tradução é de André Langer.

A destruição da camada de ozônio está diminuindo e os cientistas consideram que este escudo natural da Terra poderia recuperar-se em meados do século se as restrições aos produtos que a destroem continuarem a ser aplicadas. É o que diz um estudo elaborado por 300 cientistas – e que inclui brasileiros – de renome que participaram da elaboração de uma avaliação sobre o esgotamento da camada de ozônio.

Esta é a primeira avaliação exaustiva realizada durante os últimos quatro anos e já está avalizada pela Organização Mundial da Meteorologia e pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma). A camada de ozônio estratosférico é um escudo gasoso frágil que protege a Terra da danosa radiação ultravioleta procedente do sol.

A principal conclusão do relatório é que graças às medidas adotadas na aplicação do Protocolo de Montreal relativo às Substâncias que Esgotam a Camada de Ozônio, está retornando aos níveis de referência de 1980. O Protocolo de Montreal é um tratado internacional que entrou em vigor em 1989 e que foi pensado para proteger a camada de ozônio ao reduzir a produção e o consumo de numerosas substâncias que são responsáveis por sua diminuição.

As substâncias mais nocivas são os gases CFC (clorofluorcarbonos), que eram usados em produtos como refrigerantes, atomizadores, espumas de isolamento e equipamentos de extintores de incêndio. Em 1987, as substâncias que destroem a camada de ozônio produziram cerca de 10 gigatoneladas de emissões de dióxido de carbono equivalente. Houve reduções gerais da camada nas décadas de 1980 e 1990, estancou-se nos anos 2000 e, atualmente, dá sinais de recuperação.

O objetivo é que a camada retorne para os níveis de 1980, quando ainda não havia começado a se esgotar de forma considerável. Não obstante esta tendência generalizada, o buraco na camada de ozônio da Antártida continuar a se formar a cada primavera e prevê-se que essa tendência prossiga durante a maior parte deste século, dada a persistência na atmosfera de substâncias que a destroem, embora já não sejam mais emitidas.

O esgotamento do ozônio na Antártida contribuiu para o esfriamento da estratosfera inferior, o que é, com toda a probabilidade, a principal causa das mudanças registradas nos verões do Hemisfério Sul nas últimas décadas, com os consequentes efeitos na temperatura da superfície, nas precipitações e nos oceanos, especifica o relatório sem dar mais detalhes a este respeito. No Hemisfério Norte, onde o esgotamento do ozônio é menor, não existe nenhuma relação estreita entre o esgotamento do ozônio estratosférico e o clima troposférico.

O estudo declara que não fosse o Protocolo de Montreal, os níveis de concentração atmosférica das substâncias que diminuem a camada de ozônio poderiam ter-se multiplicado por 10 antes de 2050. Mas, como tudo parece indicar que o processo se reverteu, a boa notícia é que se o padrão não mudar e a camada continuar a dar sinais de recuperação, os eventuais efeitos nocivos serão consideravelmente limitados.

De fato, segundo os cálculos do Pnuma, em 2030 a aplicação do protocolo terá evitado dois milhões de casos anuais de câncer de pele, além de impedir lesões oculares e danos ao sistema imunológico humano e de proteger a fauna e a flora silvestres e a agricultura. Além disso, a eliminação das substâncias que destroem a camada de ozônio teve efeitos secundários benéficos para o clima mundial, já que muitas dessas substâncias são também gases com um potente efeito estufa.

Pois bem, no relatório de avaliação adverte-se que com o rápido aumento de certos substitutos, que também são gases de potente efeito estufa, poder-se-á perder o terreno ganho. De fato, o alerta de que a sorte da camada de ozônio na segunda metade do século XXI dependerá, sobretudo, das concentrações de dióxido de carbono, metano e óxido nitroso, os três principais gases de efeito estufa de longa permanência na atmosfera.

Está previsto que o Grupo de Avaliação Científica apresente as principais conclusões do novo relatório na Reunião Anual das Partes do Protocolo de Montreal, que será realizada em Paris em novembro de 2014.

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

A camada de ozônio poderia recuperar-se em menos de 40 anos - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

##CHILD
picture
ASAV
Fechar

Deixe seu Comentário

profile picture
ASAV