Audiência discute possibilidade de liberação do plantio de eucalipto transgênico

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05 Setembro 2014

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação avalia a possibilidade de aprovação do plantio de eucalipto transgênico. Estudos de uma multinacional indicam que a planta geneticamente modificada pode elevar a produtividade das florestas em 20%. Uma audiência pública hoje em Brasília discute os prós e contras da liberação. Em favor da empresa, o maior aproveitamento da área plantada, mas, por outro lado, a Associação Brasileira dos Exportadores de Mel (Abemel) afirma que o projeto coloca em xeque a cadeia de apicultores, além das incertezas relacionadas aos transgênicos.

A reportagem é de Pedro Rocha Franco, publicada pelo sítio EM, 04-09-2014.

A madeira desenvolvida pela FuturaGene para Suzano Papel e Celulose é mais precoce que a tradicional. O mesmo volume obtido aos sete anos é conseguido com a transgênica aos cinco anos e meio. Ou, se preferir esperar até os sete anos, a madeira gerada corresponderá a 20% além do tipo original. O pedido é o primeiro do gênero no Brasil. A Suzano mantém 819 mil hectares de florestas em sete estados, incluindo Minas Gerais, dos quais 354 mil ocupados por eucalipto.

Antes de dar um parecer final ao pedido, a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) do governo federal deve estudar todas as manifestações da audiência pública. O tempo de avaliação é indefinido.

Segundo o vice-presidente de assuntos regulatórios da FuturaGene, empresa do grupo Suzano, Eugênio Ulian, em relação ao eucalipto convencional o melhoramento preconiza por volta de 0,8% de aumento de produtividade ao ano. Vinte por cento é o que se ganharia em aproximadamente 20 anos ou mais de melhoramento convencional. “É um aumento muito grande (de produtividade) que permitiria que a indústria repensasse os locais onde o eucalipto é plantado, buscando plantios mais próximos das fábricas e disponibilizando áreas em locais mais distantes”, diz.

A cadeia de florestas plantadas no Brasil tem a determinação de dobrar a base cultivada em 10 ou 12 anos. A meta é atingir 14 milhões de hectares para absorver novos produtos. Diante disso, segundo a presidente executiva da Associação Brasileira de Celulose e Papel (Bracelpa), Elizabeth Carvalhaes, a cadeia tem forte interesse no avanço das pesquisas em biotecnologia como meio de aumentar a produtividade. “Temos que aprofundar ainda mais as pesquisas em genética”, afirma. Entre os produtos projetados para os próximos anos está o etanol celulósico. “Vai ser uma realidade em algum momento”, diz ela.

PARCERIA

O representante e associado da Abemel e proprietário da Néctar Farmacêutica, de Caeté, José Alexandre Silva de Abreu, afirma que hoje todas as empresas de florestas plantadas têm parceria com os apicultores. As famílias cuidam da interação das abelhas com as áreas reflorestadas. A adoção de transgênicos impossibilita tais parcerias. Isso porque pelas diretrizes gerais das associações internacionais que classificam os produtos orgânicos o cultivo não pode ter contato direto com os transgênicos. “O consumidor que busca um produto natural não vai querer um mel que vem de algo transgênico”, afirma Abreu.

Atualmente, 350 mil famílias trabalham na produção de mel, pólen, geleia real, própolis e outros produtos similares. O Brasil é o quinto país com maior exportação de produtos apícolas do mundo, com o total próximo a US$ 100 milhões por ano. Estudo da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) mostra que, por ano, são comercializados US$ 17 bilhões destes produtos em países asiáticos, europeus e norte-americanos. “A própolis brasileira é benchmarking (referência) de qualidade”, afirma AbreuElizabeth Carvalhaes afirma saber da lista de temores relacionadas aos transgênicos, mas que tudo foi testado antes de o projeto ser apresentado. “Tem muitas perguntas, mas tem que ter 100% das respostas”, afirma. (Com agências)

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