10 de agosto de 1944 - Jesuíta francês é executado por ajudar resistência ao nazismo

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15 Agosto 2014

Há 70 anos, no dia 10 de agosto de 1944, um teólogo jesuíta francês, Yves De Montcheuil, foi executado pelos nazistas em Grenoble com vários de seus colegas detentos. Ele foi executado por causa de seu envolvimento com combatentes da Resistência Francesa, que lutavam uma campanha de guerrilha contra a ocupação nazista durante a Segunda Guerra Mundial.

A nota é do sítio Jesuit Restoration 1814, 10-08-2014. A tradução é de Claudia Sbardelotto.

Durante o verão de 1943 e na Páscoa de 1944, quando De Montcheuil esteve envolvido na coordenação de acampamentos de jovens, ele foi chamado por membros da resistência de Vercors. Este era um grupo da resistência francesa rural ("maquis"), que usava os cênicos platôs conhecidos como o Maciço de Vercors como refúgio.

De Mountcheuil, em resposta ao seu apelo, foi encontrar-se com jovens cristãos que estavam sem receber os sacramentos e que também se confrontavam com questões difíceis de consciência e que sentiam incapazes de resolver sozinhos.

Em julho de 1944, De Montcheuil se uniu a eles para uma estadia curta. Os alemães atacaram alguns dias depois, e, em vez de fugir, ele ficou para trás com os feridos. Ele foi capturado em uma caverna onde estavam também médicos, enfermeiros e seus pacientes.

Ele tinha lecionado no Instituto Católico de Paris e foi influente no desenvolvimento de uma pioneira teologia da ação. Sua experiência como capelão do movimento da Juventude Operária Católica foi influente nisso. Seus escritos e sua teologia foram fortemente influenciados pela obra de Maurice Blondel. Em sua obra mais importante, L'Action, Blondel desenvolveu uma "filosofia da ação", que integrava o pensamento clássico neoplatônico com o pragmatismo moderno no contexto de uma filosofia cristã da religião.

De Montcheuil também foi um amigo próximo de Henri de Lubac, que iria desempenhar um papel significativo no Concílio Vaticano II. De Montcheuil também foi o diretor espiritual de um jovem chamado Pierre Haubtmann, que mais tarde se tornou o editor da Gaudium et Spes no Concílio Vaticano II. Henri de Lubac, escrevendo em 1987, no entanto, o descreveu como "quase esquecido".

Um ponto importante na sua vida foi quando Paris foi tomada pelo exército de Hitler, em junho de 1940. No decorrer de um mês, um novo governo foi posto no lugar, e a França foi dividida em uma zona ocupada no norte, incluindo Paris, e uma zona autoregulamentada no sul, centrada na cidade termal de Vichy. Esta última contava com o importante centro jesuíta de Lyon.

Vivendo em Paris, De Montcheuil se confrontava todos os dias com novas questões práticas e intelectuais sobre o tipo de testemunho que ele deveria estar dando contra o nazismo. Os grupos de resistência cada vez mais empregavam táticas e métodos tão brutais quanto os da Gestapo, e o estreito envolvimento em suas atividades teria comprometido a especificidade cristã e espiritual da própria resistência de De Montcheuil. Ele reconheceu que a sua vocação como padre estava na construção da fé do povo de Deus, alimentando as raízes de sua fé e apresentando a eles as suas implicações práticas.

A luta contra o nazismo tornou-se para ele uma batalha pela fé e pela consciência cristã. O seu projeto mais notável foi a distribuição de um jornal clandestino, Les Cahiers [Os Cadernos], fundado em novembro de 1941, em grande parte graças aos esforços de Pierre Chaillet e Henri de Lubac. Montcheuil não conseguiu fazer parte da fundação do jornal, porque estava morando na zona ocupada da França, mas promoveu redes de distribuição secretas do Les Cahiers em Paris e nas zonas ocupadas do norte.

A publicação divulgava informações confiáveis ​​sobre a ocupação da França e sobre o genocídio nazista em outros lugares, encorajava e exortava os cristãos franceses a serem testemunhas conscientes e fornecia versões mais precisas dos pronunciamentos papais, já que outros jornais estavam sujeitos a uma pesada censura, caso esses pronunciamentos fossem publicados. Os editores do Cahiers também reconheciam o importante papel da Rádio Vaticano, nas palavras de Lubac, a "verdadeira irmã mais velha dos Cahiers".

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