Jesuítas americanos pedem a seus ex-alunos no Congresso: Protejam as crianças imigrantes

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06 Agosto 2014

Os jesuítas americanos estão pressionando os membros do Congresso que passaram por suas instituições de ensino para aprovarem um auxílio a milhares de crianças refugiadas que chegaram à fronteira no Texas em meses recentes, chamando as propostas de deportação imediata delas de “desumanas e um insulto aos valores americanos”.

“Peço-lhes, na qualidade de líderes, pais e católicos, que defendam uma tradição americana da qual todos nos orgulhamos”, escreveu o Pe. Thomas Smolich, presidente da Conferência de Provinciais Jesuítas dos EUA, para o orador da Casa, John Boehner, e a 42 outros membros que se formaram em escolas e universidades jesuítas.

A reportagem é de David Gibson, publicada por Religion News Service, 04-08-2014. A tradução é de Isaque Gomes Correa.

“Devemos acolher os refugiados, as vítimas do tráfico [humano], aquelas crianças que sofreram abuso ou que foram abandonadas”, Smolich escreveu na carta datada de 29 de julho. “Sigamos os passos de Jesus quando disse: ‘Deixe as crianças vir a mim. Não lhes proíbam, porque o Reino de Deus pertence a elas’”.

Desde setembro, mais de 57 mil menores desacompanhados chegaram na fronteira EUA-México, principalmente no sul do Texas, em sua maior parte de El Salvador, Guatemala e Honduras.

Muitas vezes, os migrantes estão fugindo de uma violência endêmica em seus países de origem, sendo atraídos pelos EUA devido a perspectivas de melhores oportunidades econômicas ou pela chance de se unir a familiares novamente.

Porém, o afluxo criou uma crise humanitária que se tornou uma questão de cunho político.

O trabalho com as crianças tem consumido os recursos das agências fronteiriças americanas, e o presidente Barack Obama pediu que o Congresso libere 3,7 bilhões de dólares para lidar com a crise.

O Senado parecia disponível a aprovar um pacote de ajuda, mas a Casa, liderada pelos republicanos, abandonou na quinta-feira os esforços nesse sentido para votar uma medida emergencial de financiamento numa escala bem menor: 659 milhões de dólares. Esta proposta também envolveria uma lei antitráfico humano, aprovada em 2008, durante o governo de George W. Bush, mas alguns conservadores quiseram políticas mais duras contra as crianças refugiadas e imigrantes em geral.

A questão se tornou tão controversa que, quando manifestantes na Califórnia cercaram ônibus cheios de crianças imigrantes gritando, em coro, para que elas fossem deportadas, o cardeal Timothy Dolan, de Nova York, escreveu uma coluna comparando a manifestação ao KKK e às mobilizações nativistas do século XIX.

“Esta ação foi antiamericana; foi antibíblica; foi desumana”, escreveu Dolan. Ann Coulter, comentarista conservadora, respondeu chamando Dolan de “exibicionista moral”.

A carta do Pe. Smolich aos 12 republicanos e 31 democratas pareceu ser um esforço para atrair a lealdade católica dos membros da Casa que foram formados em instituições de ensino da Companhia de Jesus (jesuítas) – que é a ordem religiosa do Papa Francisco.

Smolich observou que os jesuítas estiveram profundamente envolvidos na América Central durante décadas, lembrando que em 1989 seis jesuítas, junto de uma empregada doméstica e sua filha, foram assassinados por “forças militares treinadas pelos EUA”.

Enquanto escrevia a Boehner, a violência continuava em ritmo acelerado: “90 crianças morrem ou desaparecem em Honduras a cada mês”, lê-se na carta.

“Este número equivale a oito crianças sendo executadas em seu distrito eleitoral a cada 30 dias”, Smolich disse a Boehner.

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