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28 Maio 2014

Segundo um estudo do IFOP para o jornal La Croix, os católicos praticantes regulares participaram em 81% das eleições europeias. A pesquisa confirma que, embora eles votem menos na extrema-direita do que o conjunto dos franceses, no entanto, estão mais inclinados a dar o seu voto à Frente Nacional.

A reportagem é de Bernard Gorce, publicada no jornal La Croix, 27-05-2014. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Os católicos têm senso cívico. A pesquisa realizada pelo IFOP para o La Croix por ocasião das eleições europeias mostra que, se apenas 42% dos franceses interrogados declararam ter ido às urnas, essa proporção sobe para 61% entre os católicos praticantes e até para 81%, ou seja, quase o dobro, entre os praticantes regulares.

Essa forte participação pode ser explicada por razões demográficas, já que a população interessada é mais velha do que a média dos eleitores. Mas não só, sublinha Jérôme Fourquet, diretor do departamento de opinião e estratégia do IFOP. Aqueles que têm mais de 65 anos, de fato, foram votar em um percentual de 62% (contra os 27% daqueles que têm menos de 35 anos). A maior participação dos praticantes, particularmente elevada nesta eleição, certamente se explica pela fibra europeia tradicionalmente forte dos cristãos. Para esta eleição, as redes católicas mais uma vez se mobilizaram em favor da Europa.

A pesquisa confirma uma clara "tendência à direita" do voto católico. A UMP [União por um Movimento Popular] registra um resultado de 14 pontos a mais do conjunto dos franceses. Os partidos de direita obtêm 57% dos votos dos católicos; o conjunto dos partidos de esquerda, apenas 17%.

"Geralmente, os católicos votam na esquerda entre 25% e 33%", especifica Jérôme Fourquet. Enquanto François Hollande tinha alcançado 34% entre os praticantes regulares (fonte IFOP) no segundo turno da eleição presidencial de 2012, o resultado do Partido Socialista cai para 8%.

Durante a eleição europeia anterior de 2009, os católicos praticantes (1), segundo o IFOP, tinham votado em 16% nas listas do PS. As formações de direita e de centro (UMP, MPF de Philippe de Villiers, MoDem) haviam captado 72% dos votos. Mas a lista da Frente Nacional liderada por Jean-Marie Le Pen, naquele ano, atraía apenas 4% dos católicos praticantes e 7% do total dos franceses.

Cinco anos depois, a progressão de Marine Le Pen é muito forte entre os praticantes regulares. Certamente, sendo os 21% que escolheram as listas da FN, eles estão abaixo do resultado nacional (25%). Mas, segundo Jérôme Fourquet, esse resultado confirma, a longo prazo, que esse eleitorado está cada vez mais inclinado a fazer essa mudança.

"A operação de 'desdemonização' de Marine Le Pen, a ruptura com as declarações antissemitas do seu pai fizeram efeito entre os católicos", afirma o cientista político. A pesquisa mostra que a Force Vie, de Christine Boutin, registra 9% muito superiores ao percentual nacional (0,74%). Jérôme Fourquet expressa a hipótese de que, "se não fosse essa lista, uma parte desses votos iria para a FN".

Tratando-se da atitude dos eleitores em relação à FN, não haveria mais elementos que, hoje, diferenciem o voto católico dos não católicos.

Nota:

(1) É preciso ressaltar que a categoria dos praticantes regulares não era distinguida do total.

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