Padres em perigo, entre vulnerabilidade e fraternidade

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16 Abril 2014

Para todos os cristãos, e particularmente para os padres, a fé é um eixo dessa existência que deve permitir manter unidas as múltiplas facetas do próprio destino, entre o "fazer", que muitas vezes os submerge nas missões institucionais, e o "estar com", que dá à própria aventura espiritual toda a sua cor e a sua densidade.

A análise é da terapeuta francesa Marie-Françoise Bonicet, professora-pesquisadora de psicologia social clínica e autora de Entre mémoire et avenir. Essai sul la transmission (Palio, 2010) e Dépendance, quand tu nous tiens (com D. Martz e M. Billé, Erès, 2014). O artigo foi publicado no jornal francês La Croix, 12-04-2014. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Eis o texto.

Um recente e dramático suicídio de um padre convida à reflexão. Felizmente, trata-se de um fato muito raro, e é legítimo que desperte uma emoção forte, mas que corre o risco de nos fazer esquecer outras formas de autoculpabilização dos padres, que precisam de igual vigilância e solicitude.

Naquele drama, são dois os aspectos que me abalaram particularmente: o colapso psíquico daquele homem, a poucos dias do Natal, festa da Esperança, duplamente violento, para si e para aqueles que estavam ao seu lado. O outro é um grito de ajuda de um padre de Bourges, no oceano de solidão do Facebook, que já seria o lugar distante do encontro com o nosso próximo.

A minha experiência profissional de professora-pesquisadora e de terapeuta me levou a dar cursos de formação de vários anos para seminaristas, a acompanhar padres em períodos de fragilidade e de assumir compromissos em estruturas eclesiais. Como pesquisadora e médica, analisei o problema da exaustão profissional, particularmente nas profissões "vocacionais", em que, à carga efetiva de trabalho, soma-se o sentimento de culpa de não poder corresponder à missão prescrita ou que se imaginava poder desenvolver.

Não é em primeiro lugar a sobrecarga profissional que põe em perigo, mesmo que a exaustão nos torne vulneráveis. Ao invés, é muito mais a diferença entre uma imagem de si desvalorizada e um ideal do eu opressor, ou entre a representação do ideal e a da realidade. Atribuir aquele ato desesperado apenas à sobrecarga de trabalho seria redutivo.

Como profissional no acompanhamento de pessoas, encontrei-me fazendo perguntas sobre a violência da passagem ao ato suicida, independentemente do resultado das tentativas. A decisão de se matar continua sendo um enigma e um mistério trágico. A maioria das pessoas afetadas pelo desemprego, por um luto, por uma separação, por fortes pressões na vida de trabalho, por dispersões em relação a compromissos assumidos, pela depressão, não ultrapassam aquela linha vermelha.

Felizmente. Esse drama ocorrido dentro da Santa Mãe Igreja e outro, aparentemente evitado, em Bourges nos convidam a uma responsabilidade criativa em vez de um sentimento de culpa estéril. Para aqueles que tomam decisões e para as equipes, deve ser uma oportunidade para rever o contexto da missão de uns e de outros, e para reencontrar o essencial. Algumas pistas: tentar descobrir as fragilidades desde o período de formação, ou para orientar para um apoio psicológico, ou para uma reorientação da vida, ou mesmo para pensar em um ministério pessoal que corresponda às atitudes, aos talentos e aos limites dos indivíduos, e não só às necessidades das estruturas.

Um apoio durante o curso da vida. Muitos padres estão ligados a grupos de reflexão, mas, em geral, de tipo mais espiritual que visam a compartilhar as dificuldades humanas. Um apoio também é necessário através da formação continuada, para enfrentar as situações novas e adquirir instrumentos para facilitar as tarefas de organização ou de gestão dos grupos.

Um apoio externo específico, se possível fora das pessoas de referência envolvidas demais no funcionamento da diocese, a pedido do padre, por sugestão amigável ou... decidido pelo seu bispo.

Sair da solidão ou do isolamento.

A sensação de solidão não deve ser confundida com o isolamento. E, acima de tudo, existencial, inerente à condição humana e muito subjetivo. Uma ativação da atenção "ordinária", entre solidariedade e fraternidade, na reciprocidade entre padres vizinhos ou amigos, continua sendo um precioso apoio para todos, seja para romper o isolamento, seja para dominar aquele sentimento de solidão com a ajuda de proximidades "normais", no cotidiano, na partilha com pares ou amigos, das dificuldades e das fragilidade diante das situações encontradas.

Não parece oportuno "profissionalizar" sistematicamente o apoio nas provações da vida, porque a maioria dos problemas da existência são tratados pela existência. Para todos os cristãos, e particularmente para os padres, a fé é um eixo dessa existência que deve permitir manter unidas as múltiplas facetas do próprio destino, entre o "fazer", que muitas vezes os submerge nas missões institucionais, e o "estar com", que dá à própria aventura espiritual toda a sua cor e a sua densidade.

Sempre haverá seres que permanecerão surdos à certeza de que há para eles uma alegria possível "por trás do muro da noite", como afirmava Jean Sulivan por experiência. Isso não nos exime, como responsáveis ou como pessoas da base, de ter uma atenção fraterna, para que aquele que é objeto disso possa exercer o ministério incomparável do presbiterado apesar das rachaduras da vida, na plenitude da própria humanidade.

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