24 de marco de 1657 – Pascal publica a última carta provincial

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26 Março 2014

Os jesuítas foram largamente prejudicados pelas famosas cartas As Provinciais, escritas por Blaise Pascal em defesa de um amigo jansenista no período de 1656 e 1657. Com um teor mordaz e vivaz, elas contribuíram para construir uma visão negativa da Companhia de Jesus na França.

A nota é publicada por Jesuit Restoration 1814, 25-03-2014. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

As Cartas Provinciais de Pascal, uma série de 18 cartas escritas sob o pseudônimo de Louis de Montalte, foram dirigidas aos jesuítas e foram escritas em defesa do jansenista Antoine Arnauld de Port-Royal-des-Champs. Ele era amigo de Pascal, que tinha sido condenado pela Universidade de Sorbonne em Paris por ter visões heréticas.

As cartas pretendiam informar alguém que vivia nos arredores de Paris (nas províncias) sobre os eventos que foram notícia em debates teológicos na Sorbonne e, mais amplamente, na Igreja Católica na França. Ele começou a escrevê-las em 23 de janeiro de 1656 e, em 24 de março de 1657, publicou a última.

Apesar de terem sido condenadas pelo Papa Alexandre II, e o rei francês Luís XIV pedir para serem rasgadas e queimadas, elas foram profundamente prejudiciais aos jesuítas.

Os jesuítas não eram, na verdade, membros da Sorbonne e, portanto, não estavam oficialmente envolvidos na censura de Arnauld, de modo que não é imediatamente claro por que Pascal, no decurso de escrever as cartas, dedicou tanta energia a criticar os jesuítas. Um dos motivos que ele pode ter dado à censura de Arnauld pode ter sido a influência dos jesuítas em Roma e suas conexões políticas com a monarquia na França. Ele percebeu que uma moral jesuíta frouxa e secular teve uma influência indevida sobre aqueles que detinham o poder político e eclesiástico na França. As cartas utilizavam o recurso da sátira e da ridicularização, tanto quanto da lógica ou do argumento para convencer os leitores da justiça da causa de Arnauld e da insustentabilidade das objeções de seus críticos.

O sucesso das cartas reflete mais o estilo da escrita de Pascal do que a sua substância. Ele foi forçado a viver escondido durante o tempo que escreveu as cartas. Essa “perseguição” afetou o tom literário de Pascal, e ele combinava o fervor de um convertido com a sagacidade e polidez de um homem do mundo. Muitas vezes, ele usou o escárnio e a sátira para defender os seus pontos, particularmente ao atacar a casuística, um método retórico usado frequentemente por teólogos jesuítas.

Seu estilo fez com que, muito além da sua influência religiosa, as Cartas Provinciais se tornassem populares como uma obra literária. As cartas também influenciaram a prosa de escritores franceses posteriores como Voltaire e Jean-Jacques Rousseau. Traduzidas amplamente, as cartas se tornaram armas poderosas nas mãos dos inimigos jesuítas em outros lugares. Elas foram traduzidas primeiramente para o inglês em 1657, com um título bastante longo: Les Provinciales, or the Mystery of Jesuitisme, discovered in certain letters written upon occasion of the present differences at Sorbonne between the jansenists and the molinists [Les Provinciales, ou o mistério do jesuitismo, descoberto em certas cartas escritas por ocasião das atuais diferenças na Sorbonne entre os jansenistas e os molinistas].

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