Conversão na Síria. Fé ou necessidade?

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Por: Jonas | 05 Fevereiro 2014

Não restam dúvidas de que as organizações evangélicas, sobretudo – ainda que não exclusivamente – estadunidenses, são particularmente sensíveis (às vezes para além do que é prudente) quando se trata das conversões do islã para o cristianismo. Por esse motivo, é necessário considerar equilibradamente as notícias que provém dessas fontes. De qualquer maneira, é interessante a afirmação de uma organização, cuja base se encontra nos Estados Unidos e que apoia projetos missionários em todo o mundo: seus missionários estariam registrando uma “surpreendente abertura” por parte dos muçulmanos sírios para a mensagem evangélica.

 
Fonte: http://goo.gl/T72k5x  

A reportagem é de Marco Tosatti, publicada por Vatican Insider, 03-02-2014. A tradução é do Cepat.

Segundo os agentes no Oriente Médio, “milhares” de sírios se converteram ao cristianismo, em meio à guerra que está destruindo o país. Há, naturalmente, alguns que observam que muitos deles teriam expressado esse desejo para conquistar a simpatia dos agentes humanitários que distribuem cestas de comida. Fala-se, inclusive, de “cristãos do arroz”. Christian Aid Mission”, organização protestante, decidiu realizar um estudo sobre esse fenômeno e entrevistou diferentes pessoas na Turquia, Iraque e Líbano, por meio das fronteiras por onde passaram cerca  de 2 milhões de refugiados sírios, em busca de refúgio, desde que começou a crise em 2011.

O resultado dessa pesquisa é o de “uma surpreendente abertura dos muçulmanos sírios para escutar o Evangelho, ler a Bíblia e crer em Cristo”.

“Literalmente, milhares de sírios provenientes de um entorno tradicional islâmico estão se dirigindo para Jesus Cristo”, sustenta Christian Aid Mission. “Não estamos aumentando os números e também não se trata de uma valorização otimista”. Agentes da Charity, no Líbano, apontam que centenas de sírios “participam regularmente dos encontros religiosos”, ao passo que um representante da organização no Iraque fala de “milhares de famílias, ao redor de dez mil”, que “se converteram na Síria e nos países vizinhos”.

Diante das opiniões daqueles que apontam que se esse fenômeno responde a um mero interesse (pelo que seria uma espécie de conversão motivada pela necessidade), os líderes da organização cristã enfatizam que é evidente que todas as pessoas que entram em contato com eles, fazem isso para receber ajuda. “Embora venham pela comida, pela roupa, vemos que Deus mudou seus corações”, é a resposta que dá um missionário evangélico na Turquia. “Sempre nos certificamos de que sua decisão tenha sido tomada voluntariamente, sem que haja pressões sobre as pessoas”.

Assim, além da obra de socorro generalizada, esses missionários precisam lidar com um outro trabalho: organizar os convertidos locais para trabalharem dentro das próprias comunidades, tanto em nível prático como espiritual. “Devemos, antes de nada, mostrar-lhes que os amamos sem condições. Então, surpreendem-se, querem se unir a nós e buscar. Quando morreu Lázaro, Jesus consolou Marta e Maria, e chorou. A primeira coisa que fez foi participar de sua tristeza. Não ofereceu nenhuma conferência teológica”. Segundo as relações advenientes de Christian Aid Mission, há sírios que eram muçulmanos e que agora se apresentam abertamente como cristãos na Turquia e no Líbano (e inclusive na Europa), e alguns deles se converteram em guias que apontam como estudar a Bíblia ou em organizadores de iniciativas evangélicas. “E são conversões verdadeiras, segundo o que me dizem os responsáveis”, declarou a presidente de Christian Aid Mission, Cynthia Finley.

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