Francisco e Hollande falam sobre família, bioética e o conflito na Síria

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Por: André | 27 Janeiro 2014

O Papa Francisco e o presidente da República francesa, François Hollande, conversaram durante o seu encontro de 35 minutos no Vaticano, sobre temas da atualidade, como “a família, a bioética, o respeito à comunidade religiosa e a tutela dos lugares de culto”, assim como sobre assuntos internacionais, com especial atenção “para o conflito no Oriente Médio e em algumas regiões da África”, segundo informa um comunicado da Santa Sé.

 
Fonte: http://bit.ly/1e4duCC  

A reportagem está publicada no sítio espanhol Religión Digital, 24-01-2014. A tradução é de André Langer.

Assim mesmo, conversaram sobre “a pobreza e o desenvolvimento, a migração e o meio ambiente” e, concretamente, sobre os conflitos internacionais concordaram na necessidade de que se “restabeleça a convivência social pacífica através do diálogo e da participação de todos os componentes da sociedade, no respeito dos direitos de todos, especialmente das minorias étnicas”.

Além disso, ambos os líderes manifestaram “a contribuição da religião para o bem” e confirmaram “o recíproco esforço para manter um diálogo regular entre a Igreja católica e o Estado e para colaborar construtivamente em questões de interesse comum”, segundo precisa o comunicado.

Durante o encontro, o presidente francês presenteou o Papa Francisco com um livro sobre São Francisco de Assis e o Pontífice devolveu a gentileza com uma medalha do seu pontificado. Antes da conversa que tiveram na sala privada do Papa, ambos os líderes se apertaram a mão na biblioteca do Palácio Apostólico.

Segundo as imagens transmitidas pelo Centro Televisivo Vaticano, o Papa Francisco saudou Hollande em francês com um “Senhor presidente”, embora a reunião tenha acontecido com a ajuda de um intérprete. “Estou muito contente em estar aqui”, garantiu o presidente francês enquanto saudava o Papa.

Além disso, trocaram presentes e, ao receber Francisco o seu, dirigiu-se a Hollande para lhe dizer: “Este é também teu santo”, em alusão ao seu nome. Além disso, a visita caiu no mesmo dia da festa de São Francisco de Sales, padroeiro dos jornalistas. Finalmente, Hollande se despediu do Papa com um ‘A bientot!’ (Até logo!).

Depois do encontro com o Pontífice, o presidente Hollande, acompanhado pelo ministro do Interior francês, Manuel Valls, teve uma reunião com o secretário de Estado vaticano, Pietro Parolin.

A delegação francesa era formada pelo sacerdote Georges Vandenbeusch, que foi libertado no final de dezembro depois de ter sido sequestrado em Camarões, e Nicolas Hulot, o representante nomeado pelo presidente francês para a proteção do planeta.

Hollande aterrissou na manhã desta sexta-feira no aeroporto militar de Ciampino, em Roma, com um avião da Aeronáutica francesa.

É a primeira vez que o presidente francês visita a Santa Sé, desde que foi eleito em maio de 2012. De fato, o líder socialista havia mudado sua agenda, que incluía uma visita ao Papa, oficialmente por razões de calendário e por causa da renúncia de Bento XVI.

Hollande não é o primeiro presidente francês a ser recebido por um Pontífice. Charles de Gaulle foi recebido por João XXIII, em 27 de junho de 1959 e, depois de um período em que Georges Pompidou manteve distância com relação ao Vaticano, após as revoluções de maio de 68, foi Valéry Giscard d’Estaing quem retomou a tradição e visitou, em 1º de dezembro de 1975, Paulo VI no Vaticano.

Em outubro de 1978, Giscard d’Estaing visitou João Paulo II e o convidou para ir a Paris. A primeira vez que o Papa polonês viajou a França foi em 1980. François Mitterrand, por sua vez, recebeu João Paulo II nos Elíseos em 1983 e em 1988.

Jacques Chirac participou, como prefeito de Paris, em 1980, de uma missa privada no Vaticano. Em setembro de 2008, o presidente Sarkozy recebeu em Paris Bento XVI e foi ao Vaticano no dia 8 de outubro de 2010, sendo esta a última vez que um presidente francês visitou um Papa.

Na mesma hora em que acontecia a visita de Hollande ao Vaticano, na primeira hora da manhã, explodiu, perto da igreja de Saint-Yves des Brétons, em Roma, uma bomba caseira. Trata-se de uma propriedade de uma fundação religiosa conhecida como As Instituições Piedosas da França, ligada à embaixada dos Elíseos junto à Santa Sé, cujas janelas se quebraram.

Diante deste fato, instalou-se no Vaticano o código de alerta máximo, com controles de segurança instaurados na colunata da Praça de São Pedro e no interior dos muros do Vaticano.

A bomba havia sido colocada em pleno centro histórico, embora não tenha provocado feridos, mas apenas danos materiais em alguns carros. Segundo a análise da própria polícia italiana, o artefato era composto por uma pequena garrafa incendiária. O corpo dos carabineiros está investigando a identidade de quem está por trás deste ataque, e se tem alguma relação com a visita do presidente francês ao Papa.

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