Martin Luther King Jr, um prisioneiro da justiça

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Por: Caroline | 20 Janeiro 2014

“A verdadeira medida de um homem não se vê na forma como se comporta em momentos de conforto e conveniência, mas em como se mantém em tempos de controvérsia e desafio”, Martin Luther King Jr.

No dia 15 de janeiro completam-se 85 anos do nascimento do Reverendo Martin Luther King Jr, uma data muito propícia para falar sobre seu perfil e seu compromisso com a justiça. Ele é um verdadeiro profeta que levou a sério a dimensão ética de suas atuações, os riscos que elas implicavam e a complexidade das situações. Por isso, queria que não banalizássemos seu ministério, nem que domesticássemos sua imagem para ser acomodada em visões muito limitadas do que constitui a gestão moral e espiritual de um profeta.

A reportagem é de Carmelo Alvarez, publicada por Lupa protestante (LP), 15-01-2014. A tradução é do Cepat.

Fonte: http://goo.gl/DyWX9b

Um momento importantíssimo a ser destacado em seus feitos proféticos, foi seu encarceramento em Birmingham, Alabama, em 1963. Birmingham era uma das cidades mais segregacionistas e racistas dos Estados Unidos. A alegação de tais injustiças, maus tratos e ultrajes à população afro-americana naquela cidade, fizeram com que se comprometesse com o que ele mesmo denominou de “a ação direta”, a partir de sua estratégia de não violência ativa para combater a violência institucional e sistêmica contra a população afro-americana em particular, assim como para todos os setores mais empobrecidos e marginalizados da cidade. Sua conhecidíssima e famosa frase: “A injustiça num lugar qualquer é uma ameaça à justiça em todo lugar” está no coração da sua motivação.

Na “Carta da Prisão de Birmingham”, de 16 de abril de 1963, que foi uma resposta a um grupo de oito religiosos judeus, protestantes, católicos e episcopais, Martin Luther King Jr responde, com veemência, à alegação de que sua intervenção é “inoportuna”. Contrariamente, argumenta que o que acontece em Birmingham tem profundas consequências para toda a nação e que, se não for confrontada, desvirtua a razão de ser de uma civilização que se considera democrática e justa, mas que promove leis injustas que conduzem definitivamente a injustiça racial e atropela a dignidade humana.

Em sua carta, Martin Luther King Jr insiste nas convicções e princípios que o levaram a suas ações e a refletir sobre o motivo essencial de toda esta luta. Caso o acusassem de extremista, erguia-se com um argumento contundente: a força do amor cristão é extremista. Jesus foi o grande extremista que assumiu, até a sua morte na cruz, a redenção de toda a humanidade e fez dela uma força criadora. Jesus foi um extremista criador. Como Amós, Martinho Lutero e Juan Bunyan. Todos eles inspirados na criatividade do amor.

Então, ao responder a estes líderes religiosos e, em particular, aos líderes eclesiásticos, destaca que “a igreja me desapontou”. E, neste momento, afirma o evidente em sua trajetória, como ministro evangélico e pregador: ele ama a igreja profundamente, mas uma vez mais, emite seu julgamento profético: A Igreja branca não esteve à altura de sua vocação suprema, ficando a margem do testemunho verdadeiro - a favor da verdade e da justiça - enquanto este tem sido machado ou negada. Neste sentido, não seguiram a força poderosa despendida pelos primeiros cristãos e cristãs. Afirma, então, que seguirá na caminhada para ser, com os líderes negros do sul dos Estados Unidos, “associado ativo, na luta pela liberdade”.

E afirma com contundência e indignação profética: “Conquistaremos nossa liberdade porque o legado sagrado de nossa nação e a eterna vontade de Deus estão totalmente integrados em nossas exigências”.

Ao evocar, uma vez mais, a tessitura de sua indignação profética; a qualidade pastoral e a paixão pela justiça deste testemunho de Jesus Cristo; devemos continuar tentando seguir seu feito, aprender a partir de sua disciplina e tomada de consciência, assim como não permitir que se dissipe a força e contundência de seu desejo de ser livre com seu povo. E, nesse compromisso, encontraremos também a razão de nossa liberdade.

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