Os futuros operadores de drones já estudam nas universidades dos Estados Unidos

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Por: Jonas | 14 Janeiro 2014

Se os drones são um negócio de futuro, as empresas necessitam de profissionais que os pilotem. A partir desta premissa, várias universidades estadunidenses oferecem cursos, graduações e, inclusive, doutorados para formar os estudantes no emergente setor dos aviões não tripulados.

 
Fonte: http://goo.gl/Fkdbzr  

A reportagem é publicada por Cubadebate, 13-01-2014. A tradução é do Cepat.

Empresas, universidades e alunos não querem esperar a autorização legal para o uso civil dos aviões não tripulados: querem chegar, em fins de 2015, momento em que se espera seu uso comercial, preparados para ganharem a vida em um setor que promete criar milhares de postos de trabalho e gerar milhares de milhões de dólares.

Mario Pisa, analista de sistemas informáticos em uma multinacional espanhola, havia pensado em montar sua própria empresa neste promissor setor, mas se deu conta de que o mesmo requeria uma “grande quantidade de conhecimentos técnicos e em muitas disciplinas”. Por isso, este apaixonado pela aeronáutica, de 40 anos, que sente fascinação pelos aviões não tripulados e que os testou com seus aeromodelos, é agora aluno de um mestrado sobre esta matéria, a partir de Madri.

Matriculou-se na Unmanned Vehicle University, um centro universitário em Phoenix (Estados Unidos) dedicado ao ensino sobre veículos não tripulados, pioneiro em cursos conduzidos por meio da internet e que forma futuros pilotos de drones, além de especialistas nesta engenharia e fotógrafos aéreos.

“É claro que se você quer iniciar um negócio, precisa encontrar um espaço no mercado”, explica Jerry LeMieux, presidente e fundador da Unmanned Vehicle University, que pilotou aviões militares e que agora trabalha em uma companhia comercial norte-americana.

“Os veículos aéreos não tripulados serão a próxima revolução. De fato, já neste ano, porque muitas grandes companhias estão investindo nesta área”, enfatiza o presidente deste centro, que expediu 500 títulos até o momento.

Universidades como a de Dakota do Norte e a de Kansas também contam com graduações sobre esta matéria, cada uma com seu diferencial, seja com um “certificado de piloto comercial” ou com a “proximidade a espaços aéreos restritos para fazer provas”.

Os estudantes se formam em matemáticas, física e engenharia, entre outras especialidades, ainda que os usos civis dos veículos aéreos sem piloto sejam muito variados: inspeção de linhas de alta tensão, vigilância de fronteiras, fumigação de campos, alerta de incêndios ou simplesmente como brinquedos para fazer competições.

“A grande aplicação imediata que poderá ter, inicialmente, é na agricultura: podem detectar e atacar enfermidades das plantas, a presença de insetos, analisar a fertilidade do solo e se antecipar aos problemas”, prognostica LeMieux.

O presidente da universidade fala de “economia de tempo e de dinheiro” com esta tecnologia, mas admite certa resistência em seu entorno.

“A maioria dos estadunidenses, quando ouve a palavra drone, pensa em bombas, polícia, exército, falta de privacidade... Não sabem da aplicação comercial desta indústria”, diz o também autor de um livro sobre empreendimento em drones.

No entanto, o setor exibe números promissores. Até 2015, calcula que serão criados cerca de 70.000 postos de trabalho nos Estados Unidos vinculados a esta indústria emergente e, na década posterior, outros 100.000.

Os dados são de um estudo da Associação de Sistemas de Veículos Não Tripulados Internacionais (AUVSI), que representa mais de 7.000 empresas relacionadas aos drones, em 60 países. Outros informes mais independentes do setor também asseguram essa tendência.

A empresa Teal Group, composta por analistas sobre defesa e espaço aéreo, prediz que em sua primeira década de história a indústria dos drones movimentará, em escala internacional, até 89 bilhões de dólares em investimentos.

Tanto a multinacional do comércio eletrônico Amazon, como a maior transportadora do mundo, UPS, já trabalham uma forma de entregar encomendas com veículos não tripulados, e a filial britânica de Domino’s também fez testes para entregar pizzas em domicílios através desta tecnologia.

Na universidade, a maioria dos alunos é composta por profissionais que querem se integrar a estas empresas que apostam nos drones e por empreendedores que procuram aproveitar o “boom” desta nova forma de se movimentar pelo ar.

“Encantar-me-ia poder ter uma frota de aviões com diferentes capacidades e oferecer serviços de todo tipo”, conta Mario Pisa, engenheiro técnico de formação e especialista em segurança.

Entre os usos civis, Pisa cita a vigilância do meio ambiente, a ajuda a serviços de emergência, a contribuição à ciência, oferecendo dados... Montar sua própria empresa sem fazer o mestrado seria “uma loucura, em razão da enorme falta de conhecimentos”, diz.

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