Redescobrir o papel dos religiosos e dos leigos, com a mesma dignidade dos sacerdotes

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Por: André | 16 Dezembro 2015

O Vaticano convida para “redescobrir e dar valor” ao papel dos “irmãos religiosos”, com um documento que foi apresentado nesta segunda-feira pela Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e das Sociedades de Vida Apostólica, garantindo “igual dignidade” entre os religiosos padres e os religiosos leigos, que, precisa o texto, “representam um quinto dos religiosos homens na Igreja”.

A reportagem é de Iacopo Scaramuzzi e publicada por Vatican Insider, 14-12-2015. A tradução é de André Langer.

“Nem sempre a vocação do irmão religioso (e, por conseguinte, das religiosas) é plenamente compreendida nem estimada dentro da Igreja”, pode se ler na introdução do documento de 53 páginas. O texto intitula-se “Identidade e missão do irmão religioso na Igreja” e foi apresentado na Sala de Imprensa da Santa Sé pelo cardeal prefeito do dicastério vaticano, João Braz de Aviz, e monsenhor José Rodríguez Carballo, secretário. “Os Institutos de Irmãos são estimulados a predispor, com urgência, novas estruturas e planos de formação inicial e permanente que ajudem os novos candidatos e os atuais membros a redescobrir e dar valor à sua identidade no novo contexto eclesial e social”.

Os institutos “mistos”, com religiosos tanto irmãos como padres, “são convidados a prosseguir em seu propósito de estabelecer entre todos os seus membros uma ordem de relações baseada na própria identidade, sem outras diferenças que aquelas que derivam da diversidade de seus ministérios. Com a finalidade de favorecer este processo, esperamos que se resolva com determinação e em um prazo de tempo oportuno a questão relacionada com a jurisdição dos irmãos nestes institutos”. Concretamente, o prefeito e o secretário do dicastério para os religiosos explicaram que pretendem apresentar ao Papa uma modificação canônica que permita que os irmãos tenham acesso a papéis de cúpula nas congregações mistas.

Entre as recomendações do documento destaca-se o convite para não cair na tentação do “ativismo” e para colaborar com os leigos (“o leigo comprometido no mundo recorda eficazmente ao irmão religioso que este não pode ser indiferente à salvação da humanidade nem ao progresso terreno desejado por Deus e ordenado por Cristo. O irmão, por sua vez, recorda ao leigo comprometido na sociedade secular que o progresso terreno não é a meta definitiva, que a edificação da cidade terrena sempre deve ser fundada no Senhor e para Ele deve ser dirigida, e que não aconteça que trabalhem em vão aqueles que a edificam”).

O irmão religioso, destaca outra passagem do texto, “vivendo o seu laicato mediante uma especial consagração, é testemunha do valor do sacerdócio comum recebido no batismo e na confirmação”. A presença dos irmãos leigos “é importante – lê-se no texto – não apenas pela contribuição para responder às necessidades materiais ou de outro tipo”, mas, “sobretudo”, porque nas congregações “eles são a memória permanente da ‘fundamental dimensão da fraternidade de Jesus’”.

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