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Por: André | 16 Dezembro 2015

A Igreja deve ser pobre, além de humilde e ter confiança em Deus, disse o Papa Francisco na missa desta terça-feira, 15, na Capela da Casa Santa Marta, segundo indicou a Rádio Vaticano. Francisco destacou que a pobreza é a primeira das bem-aventuranças e acrescentou que a verdadeira riqueza da Igreja são os pobres, não o dinheiro ou o poder mundano.

A reportagem é de Domenico Agasso Jr e publicada por Vatican Insider, 15-12-2015. A tradução é de André Langer.

Jesus repreende com força os chefes dos sacerdotes e os adverte que até mesmo as prostitutas os precederão no Reino dos Céus. O Pontífice baseou sua reflexão neste aspecto para precaver contra as tentações que mesmo hoje podem corromper o testemunho da Igreja. Também na primeira leitura, do Livro de Sofonias, se veem as consequências de um povo que se torna impuro e rebelde por não ter ouvido o Senhor.

Francisco perguntou retoricamente: como deve ser uma Igreja fiel ao Senhor? E respondeu: deve “ter estas três características”: deve ser humilde, pobre e confiante no Senhor.

“Uma Igreja humilde – explicou –, que não se escore em poderes, em grandezas”. Mas humildade “não significa uma pessoa abatida, fraca, com os olhos sem expressão… Não, isso não é humildade, isso é teatro! Isso é fingir humildade. A humildade tem um primeiro passo: ‘eu sou pecador’. Se você não é capaz de dizer a você mesmo que é pecador e que os outros são melhores que você, não é humilde. O primeiro passo na Igreja humilde é sentir-se pecador, o primeiro passo de todos nós é o mesmo. Se alguém de nós tem o costume de ver os defeitos dos outros e zombar deles, não é humilde, acredita-se juiz dos outros”.

O segundo ponto: a pobreza, que “é a primeira das bem-aventuranças”. Aqui o Pontífice precisou: pobre em espírito significa estar somente “apegado às riquezas de Deus”. Francisco disse um forte “não” a “uma Igreja que vive apegada ao dinheiro, que pensa no dinheiro, que pensa em como ganhar dinheiro”. Disse: “Como se sabe em um templo da diocese, para passar pela Porta Santa, se dizia ingenuamente às pessoas que tinham que dar uma esmola: esta não é a Igreja de Jesus – exclamou –, esta é a Igreja dos chefes dos sacerdotes, apegada ao dinheiro”.

Depois indicou: “O nosso diácono, o diácono desta diocese, Lourenço, quando o imperador – ele era o ecônomo da diocese – lhe disse para levar as riquezas da diocese e, assim, pagar algo e não ser assassinado, ele volta com os pobres. Os pobres são a riqueza da Igreja”.

Francisco refere-se a São Lourenço, definido pelas antigas fontes como arquidiácono do Papa Sisto II. Em 253, chegou ao trono imperial Valeriano, que em 257 desencadeia uma perseguição contra os cristãos; um ano depois, ordena a morte de bispos e padres. O mesmo destino aguarda por Sisto II, no começo de agosto de 258.

Narra-se que Lourenço reuniu-se com ele e lhe falou, já a caminho do suplício. Depois, o prefeito imperial o deteve e pediu para lhe entregar “os tesouros da Igreja”. Lourenço pediu um tempo. Apressou-se para dar as esmolas que administrava aos pobres. E depois apresentou-se ao prefeito levando consigo os doentes, os marginalizados e os pobres. “Aqui estão, estes são os tesouros da Igreja”. Depois o mataram.

“Se você tem um banco – disse o Papa Bergoglio –, é o dono de um banco, mas o seu coração é pobre, não apegado ao dinheiro, está a serviço, sempre. A pobreza é este desapego para servir os necessitados, para servir os outros”.

Ao final, recordou que a Igreja é chamada a confiar inteiramente no Senhor: “Onde está a minha confiança? No poder, nos amigos, no dinheiro? No Senhor! Esta é a herança que nos promete o Senhor: ‘Mas deixarei no meio de ti um povo humilde e pobre, e eles confiarão no nome do Senhor’. Humilde porque se sente pecador; pobre porque o seu coração é apegado às riquezas de Deus e se as tem, é para serem administradas; confiante no Senhor porque sabe que somente o Senhor pode garantir algo que lhe faça bem. E realmente esses chefes dos sacerdotes aos quais Jesus se dirigia não entendiam essas coisas e Jesus teve que dizer a eles que uma prostituta entrará antes deles no Reino dos Céus”.

Esperando a chegada do Natal, concluiu o Papa Francisco: “Peçamos que o Senhor nos dê um coração humilde, nos dê um coração pobre e, sobretudo, um coração confiante no Senhor porque o Senhor jamais desilude”.

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