Nestlé admite envolvimento em trabalho escravo

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01 Dezembro 2015

Capitalismo e degradação globalizados: pescadores asiáticos trabalham, na Tailândia, em condições desumanas e em regime de servidão — para coletar mariscos usados nos pacotes de comida para cães e gatos.

A reportagem foi publicada por Outras Palavras, 25-11-2015.

As denúncias feitas por ONG e pela imprensa levaram a multinacional a investigar alegadas práticas de escravidão na pesca de marisco usado em produtos para animais de estimação.

Esta decisão resulta de uma investigação interna levada a cabo pela Nestlé desde dezembro do ano passado, depois de ter sido tornada pública a existência de práticas brutais e condições de trabalho não reguladas na pesca de marisco que entra na produção de algumas das marcas da Purina.

Trabalhadores do Camboja e Myanmar são vendidos ou atraídos com falsas promessas de trabalho para a pesca de marisco na Tailândia através de agentes que lhes cobram elevadas somas para lhes arranjar trabalho. Os trabalhadores são depois obrigados a trabalhar sem condições de segurança, em barcos-fábrica durante vários meses para arranjarem dinheiro para pagar aos traficantes.

A investigação levada a cabo pela Nestlé revela que praticamente todas as empresas europeias e norte-americanas que compram marisco na Tailândia podem estar adquirindo produtos fabricados por migrantes escravizados.

A multinacional suiça não é um dos maiores compradores de marisco nesta região, mas o marisco que compra na Tailândia é usado na gama de comida para gato, Fancy Feast [Friskies, no Brasil], da Purina.

Estas denúncias permitiram já a libertação de, pelo menos, 2 mil trabalhadores que se encontravam nestas condições.

As exportações resultantes da pesca de marisco rendem à Tailândia cerca de 7 bilhões de dólares por ano.

Recorde-se que no passado mês de agosto, vários compradores de comida para animais de estimação e o distribuidor de comida congelada Thai Frozen Products processaram a Nestlé por causa das condições a que estão sujeitos os trabalhadores.

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Não atrase o pagamento de quem trabalha para você.
Pague sem demora, e se você estiver sendo justo, Deus o recompensará.
Meu filho, seja reservado em tudo o que fizer,
e bem-educado em todo o seu comportamento.
Não faça para ninguém aquilo que você não gosta que façam para você.
Não beba vinho até se embriagar,
e não deixe que a embriaguez seja sua companheira de caminho.
Reparta seu pão com quem tem fome e suas roupas com quem está nu.
Dê como esmola tudo o que você tem de supérfluo, e não seja mesquinho. (Tb 4, 14-16)

Leia-o e deixe que ele ecoe em você.

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