Netanyahu diz a ministros que não transferirá 'um metro' de território a palestinos

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01 Dezembro 2015

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou neste domingo (29/11) que não transferirá "um metro" quadrado de território aos palestinos, dentro do pacote de medidas que os Estados Unidos pedem para acalmar a situação na região.

A reportagem foi publicada por Opera Mundi, 29-11-2015.

"Não haverá transferência de território aos palestinos – nem 40.000 metros quadrados, nem 10.000, nem um", afirmou Netanyahu em reunião de ministros de seu partido, Likud, que precedeu o Conselho de Ministros, informa a imprensa israelense.

O primeiro-ministro falava de uma proposta surgida nas últimas semanas e bastante repercutida na imprensa local para melhorar as condições de vida dos palestinos, a fim de tentar diminuir a tensão que a região vive desde setembro.

Agravada em outubro, nesta onda de violência morreram até agora mais de 100 palestinos, mais da metade deles em ataques ou supostos ataques nos quais também morreram 19 israelenses, um eritreu e um americano.

A propagação da violência faz temer a explosão de uma terceira intifada, o que levou a diplomacia norte-americana a tentar encontrar uma via para diminuir a tensão.

Na última terça-feira (25/11), o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, abordou com Netanyahu e o presidente palestino, Mahmoud Abbas, em diferentes reuniões em Jerusalém e Ramala, um pacote de medidas para diminuir a tensão na região que incluía um pedido para que Israel entregue zonas da Cisjordânia atualmente sob seu controle – zonas C sob a tipificação dos acordos de Oslo – para a jurisdição palestina – zonas A e B.

A proposta gerou imediatamente a oposição dos ministros mais nacionalistas, e o de Educação, Naftali Benet, do partido Lar Judaico, chegou a advertir o primeiro-ministro de sérias consequências se a aceitasse.

Segundo informaram meios de comunicação locais, Benet chegou a dizer perante um grupo de correligionários de seu partido que "havia dado um tiro entre os olhos de Netanyahu" para convencer-lhe que não cedesse um só metro.

Com uma coalizão parlamentar de 61 deputados, o mínimo para ter a maioria absoluta, Netanyahu aparentemente rejeitou a proposta de Kerry e, por recomendação do Exército, trabalha sobre outras fórmulas de caráter econômico.

Uma delas foi a concessão pela primeira vez de licenças para um serviço de comunicações de telefonia celular de terceira geração.

Fontes palestinas explicaram à Agência Efe que o objetivo da transferência de território, 2% segundo alguns meios de comunicação, é aliviar a severa escassez de terras para a construção de casas que há atualmente no território ocupado da Cisjordânia.

Isso se deve ao fato de que tendo a jurisdição das zonas C, que representam a maior parte da Cisjordânia, Israel controla qualquer permissão de construção ou uso da terra pelos palestinos.

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