“A Igreja não deve adorar a ‘santa corrupção’”, diz o Papa Francisco

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Por: André | 23 Novembro 2015

O poder e o dinheiro são tentações que vão contra a Palavra de Jesus, motivo pelo qual os padres, bispos e cardeais devem permanecer longe deles. Há um antigo “santo” que não devem adorar, porque representa este mal, esta degradação: “a santa corrupção”. O Papa Francisco fez uma nova advertência contra a corrupção e o mundanismo na missa na Capela Santa Marta, segundo indicou a Rádio Vaticano.

A reportagem é de Domenico Agasso Jr e publicada por Vatican Insider, 20-11-2015. A tradução é de André Langer.

Partindo da primeira leitura tomada do Livro dos Macabeus, que relata a alegria do povo com a nova consagração do Templo profanado pelos pagãos e pelo espírito mundano, o Papa Bergoglio comentou a vitória de quantos foram perseguidos pelo pensamento único.

O Povo de Deus festeja e se alegra – disse o Santo Padre – porque reencontra a sua própria identidade. E explicou que a festa é algo que o mundanismo não sabe fazer, não pode fazer. O espírito mundano nos leva, no máximo, a nos divertir um pouco, a fazer um pouco de barulho, mas a alegria vem somente da fidelidade à Aliança.

O Bispo de Roma também destacou que no Evangelho Jesus expulsa os mercadores do Templo dizendo: “Está escrito: a minha casa será casa de oração. Vocês, ao contrário, fizeram dela um covil de ladrões”. Assim como na época dos Macabeus, o espírito mundano “tinha tomado o lugar da adoração ao Deus Vivo”. E agora – acrescentou o Papa – “acontece de outra maneira”. “Os chefes do Templo, os chefes dos sacerdotes – diz o Evangelho – e os escribas tinham mudado um pouco as coisas. Entraram num processo de degradação e tornaram o Templo sujo. Sujaram o Templo. O Templo é um ícone da Igreja. A Igreja sempre sofrerá a tentação do mundanismo e a tentação de um poder que não é o poder que Jesus Cristo quer para ela. Jesus nos diz: ‘Não, isso não se faz. Façam fora’, mas disse: ‘Vocês fizeram um covil de ladrões aqui’. E quando a Igreja entra neste processo de degradação, o fim é muito feio. Muito feio!”

Trata-se, acrescentou Bergoglio, da tentação da corrupção. “Sempre há, na Igreja, a tentação da corrupção. É quando a Igreja, em vez de se apegar à fidelidade ao Senhor Jesus, ao Senhor da paz, da alegria, da salvação, quando em vez de fazer isto, ela se apega ao dinheiro e ao poder. Isso acontece aqui, neste Evangelho. Estes são os chefes dos sacerdotes, estes escribas eram apegados ao dinheiro, ao poder e esqueceram o espírito. E para se justificarem e dizer que eram justos e bons – acrescenta o Santo Padre – trocaram o Espírito de liberdade do Senhor pela rigidez. E Jesus, no capítulo 23 de Mateus, fala desta rigidez. As pessoas tinham perdido o sentido de Deus, assim como a capacidade de ser alegres, também a capacidade de louvar. Não sabiam louvar a Deus, porque estavam apegadas ao dinheiro e ao poder, a uma forma de mundanismo”.

O Papa Francisco também lembrou que os escribas e os sacerdotes ficaram com raiva de Jesus. “Jesus não expulsava do Templo os sacerdotes, os escribas, mas expulsava estes que faziam negócios, os mercadores do Templo, mas os chefes dos sacerdotes e dos escribas tinham ligações com eles, havia a ‘santa propina’ ali. Recebiam deles, eram apegados ao dinheiro e veneravam esta ‘santa’. O Evangelho é muito forte. Os chefes dos sacerdotes e os escribas tentavam matar Jesus, assim como também os chefes do povo. A mesma coisa que acontecera nos tempos de Judas, o Macabeu. E por quê? Por este motivo. Mas não sabiam o que fazer, porque todo o povo seguia suas palavras.”

“A força de Jesus – prossegue o Papa – era a sua palavra, o seu testemunho, o seu amor. Onde está Jesus, não há lugar para o mundanismo, não há lugar para a corrupção. E esta é a luta de cada um de nós, esta é a luta cotidiano da Igreja: sempre Jesus, sempre com Jesus, sempre seguindo suas palavras e jamais procurar seguranças onde existem outras coisas e um outro senhor. Jesus nos havia dito que não se pode servir a dois senhores: ou Deus o as riquezas; ou Deus ou o poder”.

“Fará bem a todos – disse o Papa ao concluir a sua homilia – rezar pela Igreja e pensar nos tantos mártires de hoje que, para não entrar neste espírito do mundanismo, de pensamento único, de apostasia, sofrem e morrem. Hoje – acrescentou – existem mais mártires na Igreja que nos primeiros dias. Pensemos. Nos fará bem pensar neles. E também pedir a graça de jamais entrar neste processo de degrado em direção ao mundanismo que nos leva ao apego ao dinheiro e ao poder”.

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