Um novo "corvo" no Vaticano. Ou talvez dois

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03 Novembro 2015

Outro "corvo" no Vaticano. Mas desta vez é um eclesiástico excelente, que teria "grampeado" as conversas do Santo Padre. Sabe-se pouco a respeito, mas o certo é que, nas próximas horas, poderia ser confirmado o resultado de uma investigação vaticana que promete ser devastadora. São questões de horas. A tensão está muito alta.

A reportagem é de Luca Caso, publicada no jornal Il Tempo, 31-10-2015. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Não seria um camareiro do papa (como Paolo Gabriele, condenado em 2012 e depois perdoado por Bento XVI por ter roubado documentos privados). Mas um alto prelado.

O certo – pela não desmentida vaticana – é o furo jornalístico feito sobre a violação do computador de um "figurão" das salas secretas vaticanas. No Vaticano, há um grande constrangimento. A Sala de Imprensa da Santa Sé não confirma nem nega. Mas, demonstrando a consistência das indiscrições reveladas pelo jornal, a magistratura pontifícia anunciou a abertura de uma investigação para chegar ao fundo da história.

Portanto, a existência de um "corvo 2" nas sagradas salas é uma suspeita oficial. O ato inicial desse suspense policial começou com a violação do computador do auditor geral Libero Milone. Um episódio que mostra o ressurgimento de um novo clima de "venenos" e suspeitas, quase uma nova temporada de "corvos", como na era Vatileaks, da qual não se sente falta.

Houve uma intrusão no computador do auditor geral Libero Milone, 67 anos, o profissional escolhido pelo pontífice em junho passado com a tarefa de supervisionar e controlar as contas e os orçamentos de todos os órgãos, os escritórios e as instituições da Santa Sé. Em suma, de todas as finanças vaticanas.

A notícia, antecipada na noite dessa quinta-feira, na TV italiana, por Luigi Bisignani e publicada nessa sexta-feira pelo jornal Il Tempo, oficialmente não é confirmada nem desmentida, muito menos comentada pela Santa Sé.

"Por enquanto, não temos nada a dizer", responde a Sala de Imprensa vaticana. Mas sobre o fato de que é verdade não há dúvidas, e, nas salas do outro lado do Tibre, fala-se muito sobre isso.

A violação informática, pelo que se sabe, ocorreu nas últimas semanas no escritório de Milone na Via della Conciliazione, em Roma. O auditor geral logo denunciou o fato para a Gendarmeria Vaticana, e agora estão ocorrendo as investigações, nas quais poderiam ser apreendidos outros computadores.

Em outras palavras, esperam-se desenvolvimentos. Acima de tudo, o obscuro episódio atinge um homem-chave na reforma das finanças vaticanas promovida pelo Papa Francisco, à qual é confiada a revisão das contas dos dicastérios da Cúria Romana e das instituições a ela ligadas, além das administrações submetidas ao Governatorato da Cidade do Vaticano, a Milone, homem com 32 anos de experiência na empresa multinacional de auditoria Deloitte.

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