''Nós também estamos prontos para responder ao apelo do papa pelos refugiados'', afirma superior dos jesuítas italianos

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18 Setembro 2015

No dia 11 de setembro, depois do convite dirigido pelo Papa Francisco Papa Francisco a todas as paróquias e comunidades religiosas da Europa para hospedar ao menos uma família de refugiados, Gianfranco Matarazzo SJ, provincial dos jesuítas da Itália, enviou a toda a Companhia de Jesus uma carta que chama ao compromisso concreto as comunidades jesuítas de todo o país: seja na acolhida direta de pessoas em necessidade, seja, por exemplo, nas atividades de formação realizadas por escolas e revistas jesuítas.

A reportagem é do sítio da revista Aggiornamenti Sociali, 17-09-2015. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Eis alguns trechos da carta.

Queridos amigos no Senhor, no domingo passado, 6 de setembro, quase por acaso, encontrava-me na Praça de São Pedro para o Ângelus. As palavras do Papa Francisco ainda ecoam nos meus ouvidos e me tocam o coração. (...)

No dia anterior, eu tinha recebido a carta de John Dardis, presidente das Províncias Europeias da Companhia, que, relendo os recentes acontecimentos em vários Estados da União, convidava a gestos concretos de acolhida aos refugiados. (...)

Acolhendo o convite que me era feito durante a IX Congregação Provincial, valorizando os tantos sinais recebidos nesses dias de vocês, prestando atenção às diversas iniciativas já tomadas no território, gostaria de expressar um desejo apostólico que está no meu coração e que eu gostaria que se tornasse o desejo de toda a Província: não ser surdos a esses convites, respondendo juntos, de modo solícito e criativo.

Tenho a sensação de que é uma questão de responsabilidade civil e não apenas um gesto de caridade cristã. Mas, certamente, podemos vivê-lo como sinal profético para o nosso país.

Portanto:

- Convido as comunidades a levar seriamente em consideração a possibilidade de acolher um refugiado ou uma família de refugiados nas próprias estruturas ou dentro da própria comunidade, segundo as possibilidades e as características de cada realidade. (...)

- Na formação dos nossos, que se ativem percursos de sensibilização acerca dos temas das migrações, também imaginando propostas formativas acadêmicas inovadoras na construção de um reino de justiça e de paz. Que os nossos escolásticos façam experiência concreta de proximidade e de acompanhamento dos refugiados através da rede do Centro Astalli e em estruturas semelhantes.

- Que as nossas escolas se façam promotoras dessa sensibilidade à acolhida, implementando cursos para os nossos estudantes que sejam cada vez mais mulheres e homens para os outros e com os outros de onde quer que provenham. Desejo a ativação de bolsas de estudo para estudantes refugiados merecedores e a possibilidade de hospedar nas próprias estruturas cursos de italiano para estrangeiros.

- Que as nossas revistas e os nossos centros de estudo aprofundem e estimulem cada vez mais a reflexão séria e rigorosa sobre o tema das migrações.

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