ONU aprova hasteamento da bandeira palestina em Nova York

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14 Setembro 2015

A Assembleia-Geral das Nações Unidas aprovou nesta quinta-feira, 10, com grande maioria a resolução que permite o hasteamento da bandeira palestina na sede da ONU, em Nova York. A medida, que teve 119 votos a favor dos 193 membros da ONU, enfureceu Israel, que votou contra, assim como os EUA e outros seis países. O Brasil foi um dos que votou a favor – 45 nações se abstiveram.

A reportagem foi publicada por O Estado de S. Paulo, 10-09-2015. 

A resolução permite que as bandeiras de países observadores não membros da ONU sejam erguidas ao lado dos membros. “Trata-se de um passo para o reconhecimento da Palestina como um membro pleno das Nações Unidas”, afirmou, pouco antes da votação, o primeiro-ministro palestino, Rami Hamdallah. Diplomatas disseram que o plano é hastear a bandeira no dia 30, quando o presidente palestino, Mahmoud Abbas, fará seu discurso anual na Assembleia-Geral. 

Ofensiva diplomática

O único outro Estado observador não membro da ONU é o Vaticano, que reagiu friamente quando os palestinos circularam o rascunho da resolução entre os embaixadores da organização, no mês passado. O Vaticano chegou a copatrocinar a resolução, mas pediu para ter o nome retirado do texto.

Os dois têm 20 dias para implementar a medida. Na quarta-feira, o representante da Santa Sé na ONU, o arcebispo filipino Bernardito Auza, afirmou que não havia planos do Vaticano para isso. De qualquer maneira, explicou Auza, ele acataria qualquer decisão tomada em Nova York. O papa Francisco, que fará uma viagem oficial aos EUA no fim do mês, deve realizar um discurso na ONU no dia 25.

A resolução sobre a bandeira é a mais recente investida diplomática de Abbas para o reconhecimento da Palestina como um Estado-membro pleno da ONU. Em 2012, a maioria dos países da Assembleia-Geral aprovou o pedido apresentado por ele de reconhecimento da Palestina como Estado observador não membro, o mesmo do Vaticano.

A vitória palestina foi obtida após uma tentativa frustrada – abortada pelos EUA no Conselho de Segurança – de conseguir o status de membro pleno na organização. A recente demanda palestina foi defendida por vários países da Ásia, África, América Latina e alguns europeus – vários desses países já reconhecem o Estado palestino com suas fronteiras pré-1967. 

Oposição

Antes da votação, a embaixadora dos EUA na ONU, Samantha Power, que se opôs veementemente à medida, afirmou que se tratava de uma iniciativa “não construtiva” para as negociações de paz entre palestinos e israelenses – o mesmo discurso adotado pela Casa Branca há anos. Além de americanos e israelenses, Canadá, Ilhas Marshal, Micronésia, Palau e Tuvalu votaram contra. 

O embaixador israelense na ONU, Ron Prosor, perto do fim de seu mandato no cargo, afirmou que as vidas de palestinos e israelenses “continuarão as mesmas” após essa decisão. “Não se enganem: o objetivo dessa resolução é apenas conseguir um golpe de relações públicas”, afirmou, dizendo que Abbas reunirá líderes e imprensa para acompanhar o içamento da bandeira palestina.

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