Do Chaco a Madagascar, as florestas tropicais estão em perigo

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Por: André | 08 Setembro 2015

Do Grande Chaco a Madagascar, passando pela África Ocidental e o Camboja, as observações dos satélites evidenciaram a rápida regressão das florestas tropicais em todo o mundo.

A reportagem é de Luis Torres de la Llosa e publicada por La Nación, 02-09-2015. A tradução é de André Langer.

No ano passado, o mundo perdeu cerca de 18 milhões de hectares de florestas – o equivalente, por exemplo, à superfície total do Uruguai –, mais da metade nos trópicos, informou no dia 02 de setembro o World Resources Institute (WRI) dos Estados Unidos.

O Paraguai está entre os países com maior perda de florestas

Trata-se de uma dupla má notícia para a luta contra a mudança climática, já que a destruição das florestas ricas em carbono libera gases de efeito estufa e elimina um dos pulmões da Terra capazes de reter o CO2.

 
Fonte: http://bit.ly/1NT6lYo  

Embora o Brasil, e em menor medida a Indonésia, os dois países com maior cobertura florestal tropical, tenham diminuído o ritmo de seu desmatamento, a redução de árvores se acelerou em outras regiões equatoriais, revelou a unidade de pesquisa com sede em Washington.

Seu relatório foi publicado no momento em que representantes de 195 países encontram-se negociando em Bonn (Alemanha) para aplainar o caminho para um acordo global em dezembro que permita lutar contra o efeito estufa e a mudança climática que gera.

“A análise identifica um aumento realmente alarmante no desmatamento em lugares previamente observados”, explicou Nigel Sizer, diretor do programa de floresta global do World Resources Institute.

As florestas tropicais estão sendo arrasadas para liberar superfícies destinadas a cultivos extensivos ou para a criação de gado.

O Chaco e a perda de florestas em 2014. No olho do satélite

Em zonas do Grande Chaco, que abarca a Argentina, o Paraguai e a Bolívia, as plantações de soja e as fazendas de gado estão substituindo a floresta virgem, que, além disso, é habitat de numerosas espécies animais e vegetais.

Nenhuma mudança escapa ao olho do satélite. Com uma perda de 8,1% de sua superfície florestal entre 2001 e 2014, o Uruguai figura entre os países com maior desmatamento registrado nesse período.

No entanto, o estudo esclarece que em se tratando de um país com uma importante indústria de celulose, no Uruguai a observação satelital coincide sem dúvida “com árvores cortadas no ciclo das colheitas e não por eliminação de florestas naturais”.

 
Fonte: http://bit.ly/1NT6lYo  

No Camboja e outras partes da bacia do Mekong, o desmatamento acelerou-se desde 2001 a uma velocidade cinco vezes maior, em geral, favorecendo plantações de seringueiras para a produção de látex.

Na bacia do Congo, na África Ocidental, as plantações de palma para a produção de óleo e a mineração são os dois principais motores do desmatamento. Na ilha de Madagascar foram perdidos 2% da floresta em 2014 por causa da atividade de mineração, da agricultura e da exploração de valiosas madeiras tropicais.

Controlar o desmatamento global é um dos objetivos das complexas negociações globais que se desenvolvem em Bonn, faltando apenas três meses para a conferência prevista em dezembro em Paris.

O estudo do World Resources Institute foi o primeiro a recorrer ao sistema satelital Landsat, capaz de dar uma cobertura global a cada oito dias.

“Agora dispomos de uma capacidade sem precedentes para monitorar as mudanças da floresta no mundo”, disse Matt Hansen, professor da Universidade de Maryland e coautor do estudo.

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