Estará o Papa negociando a soltura de Paolo Dall'Oglio?

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30 Julho 2015

Apesar de inúmeros rumores, nada mais se soube a respeito do Pe. Paolo Dall’Oglio desde que ele desapareceu na Síria há dois anos. Agora, o Papa Francisco criou esperanças para o regresso do padre jesuíta.

A informação é publicada por The Daily Beast, 29-07-2015. A tradução é de Isaque Gomes Correa.

Ninguém nunca ouviu uma palavra digna de confiança sobre o destino do Pe. Paolo Dall’Oglio, padre jesuíta italiano de 60 anos de idade sequestrado enquanto caminhava pelas ruas desgastadas de Raqqa, na Síria, em 27 de julho de 2013.

Raqqa já havia se tornado a capital de facto do grupo Estado Islâmico – IE, mas Dall’Oglio se sentia em casa aí, depois de passar quase quatro décadas vivendo e trabalhando no país. Houve inúmeros rumores de sua morte brutal nas mãos de terroristas jihadistas, e o mesmo acontece com as muitas histórias, por vezes fantasiosas, de sua sobrevivência milagrosa supostamente por causa da declarada oposição que ele fez ao regime de Bashar al-Assad. Porém, nunca o IE reivindicou autoria no sequestro do sacerdote, e a família de Dall’Oglio diz que está, diferentemente, sendo mantido por um grupo ligado à Al Qaeda, embora se saiba que ninguém nunca exigiu compensação para um resgate.

Não deve surpreender que cidadãos italianos sejam vítimas de sequestros em zonas de conflito. Vários jornalistas foram sequestrados e liberados durante o auge da guerra contra o terrorismo no Afeganistão e no Iraque, incluindo Giuliana Sgrena, cuja equipe de resgate foi inadvertidamente atingida por soldados americanos enquanto faziam uma barreira num posto de controle para levá-la ao aeroporto internacional de Bagdá em 2005.

Mais recentemente outros foram apanhados e soltos na Síria, entre os quais estão Greta Ramelli e Vanessa Marzullo, agentes humanitárias libertadas em janeiro em meio a especulações de que a Itália teria pago um resgate considerável para as suas solturas. Mas há muito pouca menção sobre o Pe. Dall’Oglio e quase não há anúncios com o seu do rosto de barba grisalha pendurados em espaços públicos, como há de outros que foram sequestrados.

Mas, no domingo, o Papa Francisco pediu a libertação do padre em um comentário, feito de improviso, durante a sua benção semanal do Angelus, deixando muitos se perguntando se a Santa Sé sabe alguma coisa a respeito do paradeiro do sacerdote ou se, talvez, está negociando a sua libertação.

“Em poucos dias, irá se completar o segundo ano desde que, na Síria, o Pe. Paolo Dall’Oglio foi sequestrado”, disse Francisco para milhares reunidos na Praça de São Pedro. “Dirijo um apelo sincero e urgente às autoridades locais e internacionais pela libertação desse estimado religioso”.

Dall’Oglio não era um sacerdote comum: ele era fluente em árabe e viveu a maior parte da sua vida na Síria, onde transformou o Deir Mar Mousa – mosteiro abissínio no distrito de An-Nabk – em uma comunidade religiosa para promover o diálogo e a cooperação entre cristãos e muçulmanos. Dall’Oglio quase morreu após cair de um muro em ruínas que fazia parte de um prédio já em decomposição, o que teria sido o fato que lhe inspirou a dedicar sua vida à causa. Ele produziu uma série de importantes textos, incluindo um baseado em sua tese de doutorado, chamado “Sobre a Esperança no Islã”.

Em 2011, Dall’Oglio escreveu uma carta aberta dirigida a Assad, condenando-o pela guerra civil e instando-o a parar de matar o seu próprio povo. O sacerdote viu, em primeira mão, a devastação e relatou em detalhes a perda de vidas e torturas entre as pessoas a quem ministrava e entre os muçulmanos que eram seus amigos. Assad respondeu expulsando-o da Síria. Dall’Oglio resistiu por vários meses, mas finalmente deixou o país em junho de 2012. No entanto, ele voltou ao país no início de 2013, contra a vontade de quase todos ao seu redor, exceto os seus amigos sírios leais e seguidores.

Dall’Oglio acabou fazendo tais inimizades contra pessoas poderosas porque entendia e, frequentemente, falava em tons de aviso sobre a complexidade da situação geopolítica no Oriente Médio, segundo Riccardo Cristiano, jornalista da RAI, na Itália, que recentemente criou o grupo “Amigos Jornalistas do Padre Dall’Oglio” para defender o regresso do sacerdote e atuar como um canal de informação credível sobre o prelado.

Cristiano cita uma preleção [1] que de Dall’Oglio fez pouco antes de Raqqa cair nas mãos do IE, onde ele acertadamente previu: “A Síria, que deveria ser o lugar em que a harmonia e a fraternidade entre as diferentes crenças pudessem ser vivenciadas, corre o risco, pelo contrário, de se fragmentar e se romper em pedaços”.

Cristiano acredita que a Santa Sé pode ter começado a dialogar com os captores de Dall’Oglio. “Há um fio de esperança”, declarou Cristiano após ouvir o discurso do papa. “A frase ‘um estimado religioso’ é uma bela expressão”. E “eu apelo às autoridades locais e internacionais” é muito interessante – existe algum canal aberto? Estará a diplomacia vaticana em serviço? Parece que sim. É o que esperamos”.

O ministro das Relações Exteriores da Itália se recusou a comentar ao The Daily Beast sobre quaisquer negociações em curso pela libertação do sacerdote, mas imediatamente após o apelo de Francisco, a autoridade pública (o ministro Paolo Gentiloni) tuitou: “Obrigado @pontifex. Agradecemos o apelo para a libertação do Padre Dall’Oglio”.

Até que haja notícias dignas de confiança sobre o sacerdote pacifista, haverá uma eterna fonte de esperança. Ainda que as agentes humanitárias Ramelli e Marzullo foram questionados sobre o tempo em que estiveram em cativeiro sob ameaça do IE, não houve nenhuma palavra oficial sobre se haviam visto o sacerdote ou sobre qualquer outro refém conhecido ainda em mãos grupo. Pouco antes da libertação das duas jovens, no entanto, um apoiador do IE tuitou que elas e o sacerdote seriam libertadas em breve. Apenas as duas jovens foram soltas.

No ano passado, Francisco encontrou-se com a família do Pe. Dall’Oglio, porém o pontífice nunca tinha apelado publicamente pela libertação dele até então. Agora é um jogo de espera para determinar se ele fez este apelo, neste momento, para marcar o aniversário de dois anos do desaparecimento do sacerdote ou para anunciar o seu retorno.

 

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